Alimento da terra
Alimento da Terra elucidará sobre a importância da alimentação vegetariana  para o equilíbrio espiritual. Aprenda receitas úteis, fáceis de fazer, e conheça dicas sobre alimentos curativos.  Gostaríamos de lembrar quantas e quantas vezes fomos abordados no centro e na vida por pessoas pedindo auxílio para suas dores físicas. É comum delegarmos aos guias a responsabilidade sobre nossa saúde, enquanto não mexemos um dedo para fazer a nossa parte.
Pense nisso, mude seus hábitos, viva com mais qualidade e se torne  capaz de ter mais saúde, não só para sofrer menos, mas também  para poder auxiliar o próximo. Faça a sua parte!
"Um coração pronto acha por si só o caminho e pode manter-se nele sem
que isto lhe seja pesado.
 Se teu corpo reclama carne de animal, dá-lhe carne de animal,
mas saibas que nela, como em qualquer coisa, absorves uma parcela do Pai..."
 
                        Jesus -
"O Caminho dos Essênios" - Ed. do Conhecimento
"O Progresso Espiritual exigirá que em determinado momento paremos de matar qualquer criatura para a satisfação de nossas necessidades físicas" - Gandhi

OS QUE HERDARÃO A TERRA

"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra."
 Jesus


        Há tanto que ser mudado, se quisermos construir o mundo melhor que é necessidade imperiosa de nossas consciências, neste limiar da Nova Era...
        Códigos, instituições, relacionamentos, a produção e distribuição dos bens da Terra, a educação, a perspectiva da ciência, a religiosidade, as artes curativas, a política, as artes...
        Tanto a ser mudado - e talvez um único fator, uma chave mágica nos daria entrada nesse mundo novo - cujo território, afinal, jaz no interior de nossas consciências, sendo o mundo lá fora mero reflexo.
        Essa pequena chave de acesso chama-se "respeito à Vida".
        Não há uma única miséria, violência, desonestidade, injustiça, desequilíbrio individual ou coletivo, neste planeta, que não resulte da ausência, em qualquer grau, desse valor essencial; começando pelo respeito incondicional ao ser humano - qualquer ser humano, seja como ou qual for - e estendendo-se a todas as formas de vida.        
        Não nos foi ensinado, desde que nascemos, que a Vida é sagrada, e divinos todos os seres. Por isso, por nossa falta de reverência ao divino que habita todas as formas, podemos passar indiferentes por um ser divino jogado na calçada, podemos conviver com a existência de crianças com fome e velhos desamparados - todos divinos; admitimos a guerra, a pobreza e a desigualdade, a destruição da  Terra e de seus filhos menores. Em suma: assistimos inertes ao desrespeito à Vida.
        A Vida, a Vida Divina, chama sagrada que anima a todos os entes, não é objeto de nossa reverência, respeito e amor. Inúteis serão todas as nossas religiões, rituais e crenças, enquanto não ensinarem a humanidade a vivenciar essa suprema verdade.
        Por trás de coisas a priori tão diversas como um plantador de arroz envenenando flora e fauna com seus pesticidas, indústrias jogando metais pesados na água que vamos beber, um motorista que ignora um idoso no ponto de ônibus, um traficante com drogas à porta de uma escola, um carroceiro que espanca seu cavalo, um jovem que mata os pais, pais que matam filhos, um político corrupto desviando verbas sociais, a mutilação e matança dos jovens nos matadouros das guerras e dos animais nos matadouros civis - uma única e verdadeira causa: nõs não respeitamos a Vida.  Ela não é para nós um valor supremo (só nos textos).
        Sua sacralidade não basta para deter a mão dos torturadores, paralisar os linchadores,  inibir os violentadores, coibir os assassinos passionais. Por que?
        Ninguém ensinou aos maridos homicidas que não são donos da vida; nem aos adolescentes violentados pela miséria que uma vida vale mais que um par de tênis alheio. Por que?
        Porque nós, coletivamente, não respeitamos essa Vida, de forma incondicional. E enquanto permanecermos na ilusão de que se pode pedir paz e exigir segurança num mundo sem esse respeito essencial, enquanto admitirmos a crueldade e a destruição de qualquer forma de vida inocente, tudo que fizermos será incapaz de mudar verdadeiramente o mundo.
        A única argamassa definitiva capaz de cimentar a construção desse Mundo Melhor será a consolidação, na consciência coletiva, desse princípio simples e difícil: A Vida é Sagrada. Um único artigo. Sem parágrafos. Sem exceções.
        Para as criaturas de boa-vontade, que sinceramente desejam colocar-se no rol dos servidores da Vida, dos seres mansos e pacíficos - únicos que poderão renascer, dentro em breve, neste planetinha - há uma perplexidade: por onde começar? São tão vastas as mudanças requeridas, de atitudes, comportamentos e hábitos! O que pode fazer um único ser humano, no âmbito de sua singela vida?
        Há uma sugestão simples, concreta e acessível, e contudo de alcance inimaginável:  pare de matar (ou, retire a procuração para que o façam por você).
        Como? Você seria incapaz disso? Confira, por favor, no seu prato de cada dia.
        Se há seres animais sendo mortos para se transformarem em sua refeição - sendo isso, como é, tão desnecessário quanto nocivo à saúde - evidentemente o respeito à Vida não senta à mesa junto com você.
        Não existem vidas maiores ou menores: existe a Vida.
        E onde existe sensibilidade à dor e ao sofrimento, causá-los é incorrer no pior de todos os carmas: o da crueldade.
        Há uma atitude individual concreta, possível e infinitamente poderosa, por seu alcance, que qualquer um de nós, que se diga consciente da Lei Evolutiva, pode tomar para iniciar hoje a transformação deste mundo violento e biocida num outro, pacífico e fraterno: respeitar a Vida.
        Começando por defender o direito à vida de todos os seres indefesos do planeta, suspendendo a matança daqueles que a humanidade intitula indevidamente de comida.
         Podemos ensinar a nossos filhos o respeito incondicional a todas as vidas; podemos ensiná-los a respeitar e amar pássaros, insetos, gatos e cachorros, baleias, tartarugas-marinhas, golfinhos e micos-leões dourados; mas não podemos desmentir isso quando nos sentamos à mesa. Não podemos amar e matar, respeitar e destruir ao mesmo tempo. E se a nossa reverência à Vida for genuína, será contagiosa.
        E uma criança nossa defenderá um caracol de ser pisado, levará gentilmente um inseto perdido até a janela - e nunca, nunca, nunca, poderá ferir nenhum ser humano. Como nunca admitiu ou viu admitir que nenhum ser vivo fosse ferido.
        Utopia? Não. Existem crianças que foram criadas assim. Se houvesse mais, nós poderíamos sair tranqüilos pelas ruas à noite. Se houvesse muitas mais, seria impossível a qualquer demente com poder levar pessoas à guerra (aliás, não haveria dementes no poder). E se elas fossem a totalidade das crianças da Terra, esta já seria aquele Mundo Melhor.

                                                                                   Mariléa de Castro