700.000 anos de Umbanda
5a. aula
Médium
5 - Mediunidade
Definição: Médium é o intermediário entre os mundos (ponte entre os planos dos   encarnados e desencarnados).
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Origem: O uso da mediunidade surgiu, digamos assim, na antiga Atlântida, após o surgimento da magia negra, quando os chamados Senhores da Face Tenebrosa aparecem, durante a ascensão da sub raça Tolteca (ver capítulo anterior sobre as origens do homem no planeta).

Eram os magos negros que surgiam, obrigando os magos brancos, que participavam do movimento oculto da AUMPRAM, que era um ritual fechado nos Templos da Luz das Academias Iniciáticas, a usarem as mediunidades dos homens da época, para combate-los.
Nem sempre os homens enxergam o destino no supremo serviço da evolução. Estes estarão prontos para evoluir quando suas mentes e esforços atingirem o mínimo dos seus interesses.
Mediunidade não é um dom e sim uma provação cármica!

Tela búdica:
Tela búdica é uma capa de átomos sub atômicos** entre o duplo etérico e o corpo astral*  que serve como uma proteção, impedindo a livre comunicação consciente entre o plano físico e o astral. Isto é, impede a comunicação direta com o plano espiritual. Essa tela pode se romper em situações extremas (ira, intoxicação alcoólica, uso de drogas, chás alucinógenos, etc).

Na época da 4a. raça raiz, na Atlântida, todos os homens eram médiuns porque tinham suas telas búdicas muito abertas e permeáveis, o que significa, em palavras simples, que se comunicavam com o plano espiritual de forma permanente. E faziam mal uso disso.

Portanto, o médium é todo aquele que possui rombos na tela búdica, por efeito de carma acumulado em vidas passadas. Todo médium de umbanda mexeu com magia no passado.


* falaremos desses corpos em outro momento.
** mais sutis que os atômicos, pois não estão no corpo físico.
Tipos de Mediunidade
1 - Incorporação :

        Semiconsciente: o médium cede o corpo astral.
         (a  entidade atua   na vontade, na sabedoria e na atividade). *

        
Inconsciente: a entidade atua também na parte motora.

      A incorporação está em vias de desaparecimento, na medida que a tela búdica das pessoas está cada vez menos permeável. Está se fechando. São mais raras, hoje em dia, as pessoas que tem realmente esse tipo de mediunidade. O que acontece, às vezes, é o médium dizer que é totalmente inconsciente, como uma forma de não assumir responsabilidade pelo que diz. Essa mediunidade é mais comum naqueles médiuns mais idosos, em fim de processo mediúnico.

2- Irradiação: sempre consciente (há uma afinidade entre as mentes do médium e da entidade). Não anula a parte motora (só envia vibrações ou ondas de pensamento). O médium capta o pensamento da entidade e o coloca em palavras. O médium tem plena noção do contexto geral do que disse.

3 - Intuição : todos tem (recepção de idéias das entidades - boas ou não).

4 - Missionária : médium sem carma ativo (vibra pelo corpo mental *** entrando no mesmo plano de vibração da entidade, captando e transmitindo informações). Tela búdica integra. Vale lembrar o que foi dito sobre mediunidade não ser um dom e sim uma provação cármica.

5 - Outras :                
   - efeitos físicos (é inconsciente) (uso do ectoplasma)**
   - materialização (de objetos ou entidades) (uso do ectoplasma)
   - cura (é consciente) (uso do ectoplasma)
   - transporte (desdobramento consciente)
   - psicografia mecânica (rara) (é motora)

** falaremos de ectoplasma no capítulo de trabalhos de cura.
* e *** falaremos sobre os corpos sutis do homem em capítulo próprio.
Mediunidade Hoje

É interessante notar que neste momento da humanidade em que se está mudando a forma de comunicação das entidades, é natural que o ritual da Umbanda venha igualmente se modificando, na medida que o médium não necessita mais do necessário estímulo para entrar em transe mediúnico, como, por exemplo, o som dos atabaques, girar, etc. Isto porque já há o entendimento de que o médium não está em nenhum tipo de transe (incorporação).

Desta forma também não se pode esperar que o desenvolvimento mediúnico continue se dando como antigamente, quando o médium ficava passivo, esperando que alguma coisa mágica acontecesse com a suposta incorporação. Esperando que algo "tomasse conta" de seu corpo e de sua mente. Isto provocava situações constrangedoras pois muitos médiuns se sentiam obrigados a incorporar, incentivados por dirigentes menos informados e não atualizados da evolução da mediunidade. Por conseqüência muitos médiuns em início de carreira se manifestavam através de um processo anímico*, inconscientemente, pois se sentiam obrigados a se manifestar como os demais. Isto é, o pensamento do médium se fixava na obrigação de "imitar" o comportamento dos demais médiuns. Por exemplo, naquela casa onde as entidades ao subir, se jogam para trás, ou batem no peito de uma determinada forma, os novos médiuns, desinformados, ficam achando que tem que fazer a mesma coisa, até mesmo para dar credibilidade à manifestação.

Os médiuns precisam compreender  que
hoje em dia a manifestação das entidades se dá, em sua maioria,  por um processo de irradiação (do qual falaremos a seguir). O médium não precisa nem mesmo sentir uma forte irradiação; com o tempo começa a compreender como captar o pensamento da entidade e como se concentrar no chakra relacionado àquela linha de orixá, para perceber melhor então a irradiação e facilitar a comunicação.

Processo anímico: animismo, popularmente falando, é quando o médium não está de fato manifestando a entidade desejada ou até mesmo não está manifestando nenhuma entidade. É comum, no desespero do médium para "incorporar" a entidade como lhe foi ordenado pelo dirigente, que ele comece a dar passagem para artificiais **, que se aproveitam do desequilíbrio gerado pela situação.

** Artificiais: são formas pensamento criadas, geralmente, por magos negros, que terminam, com o tempo, ganhando vida própria. Falaremos deles em capítulo próprio.
Incorporação
Irradiação
Intuição
Missionária
Outras
Obrigações de cabeça

Observações importantes

Existem graus de iniciação de médiuns (entre eles estão as obrigações de cabeça), assim como planos de desenvolvimento. Neste momento de nosso curso não entraremos em detalhes de cada um dos sete graus de iniciação, mas é importante saber pequenas coisas, tais como:

-a iniciação é pessoal, íntima e não necessariamente hierárquica. Isto significa que nem sempre o médium mais adiantado nas iniciações ocupa um cargo mais importante dentro da corrente.

-o médium só poderia de fato aspirar a ser babalaô, pai ou mãe pequenos ou dirigente depois de ter as quatro iniciações inferiores (teria sua tela búdica fechada e não necessitaria passar mais pela mecânica da incorporação a partir daí). E somente até a 3a. iniciação elas poderiam ser determinadas pela vontade do médium.

-somente após a sétima iniciação poderia se auto determinar babalorixá ou mago branco da lei divina, pois teria comunicação direta com as entidades superiores, num contato mente a mente, além de outros atributos.

-são três os planos de desenvolvimento e o médium só poderia aspirar a ser babalorixá quando estiver no terceiro plano, quando seus compromissos cármicos estão se esgotando. É o plano do carma missionário onde não passa mais pela mecânica da incorporação.

-como se vê, o médium pode ter todas as obrigações feitas e, por exemplo, se auto-intitular "babalaô" ou isto ou aquilo, mas não ter passado ainda do 3° grau das iniciações inferiores e não ter chegado ainda no 3o. plano de desenvolvimento.

-é preciso sempre distinguir babalaô de babalorixá, sendo estágios completamente diferentes de desenvolvimento do médium. É preciso que se saiba que só existem atualmente dois babalorixás vivos no Brasil, os quais não temos permissão para divulgar os nomes.
Vibração original

Vibração original é que é aquela que predominava no momento de seu nascimento desenvolvimento.
Para a identificação da vibração original do médium é verificado o dia de seu nascimento e a qual orixá esta data está relacionada. Temos então a vibração original de médium. Está fórmula também é usada quando as entidades manifestadas na casa pedem que um consulente tome um banho com as ervas de sua vibração original (falaremos de banhos em outro capítulo).

Por exemplo:
 - nascimento: 23 de outubro
 - orixá correspondente: Ogum

Resultado: A vibração original é Ogum

Abaixo temos a lista das datas e dos orixás correspondentes:

Data de nascimento do médium                 Orixá correspondente
                                                                       (vibração original)

21 de janeiro a 20 de fevereiro-----------------
21 de fevereiro a 20 de março------------------
21 de março a 20 de abril-----------------------
21 de abril a 20 de maio------------------------
21 de maio a 20 de junho-----------------------
21 de junho a 20 de julho-----------------------
21 de julho a 20 de agosto----------------------
21 de agosto a 20 de setembro-----------------
21 de setembro a 20 de outubro---------------
21 de outubro a 20 de novembro--------------
21 de novembro a 20 de dezembro------------
21 de dezembro a 20 de janeiro---------------
Yorimá
Xangô
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Oxossi
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