700.000 anos de Umbanda
8a. aula - parte 1

8 - Ritualística
Mostraremos aqui a ritualística básica desejada para uma casa de umbanda
mínimamente interessada em desligar-se de rituais sem sentido, trazidos apenas pela
herança oral da umbanda chamada por alguns de popular.
Muitos desses rituais não seriam necessários se pudessemos todos apenas mentalizar os procedimentos magísticos, lembrando sempre que toda magia é mental.
O ritual é um meio pelo qual podemos mudar nossa vibração através
 de procedimentos pré-estabelecidos; eles nos levam
 a ampliar nossa consciência para podermos acessar as consciências dos protetores e guias que trabalham na Umbanda.
2 - Gongá - significa local alto e é um pequeno altar; local onde são direcionadas nossas intenções, devendo ser simples, coberto com uma toalha branca.
Ali se colocam apenas uma imagem de oxalá e um vaso com flores, apenas como uma homenagem; uma vela branca (tendo ao lado um copo com água para o equilíbrio) e uma tabua pequena com o ponto riscado da entidade chefe.
Embaixo do altar pode-se ver o Otá (fechado).
3 - Otá - significa local sagrado e fica embaixo do gongá e é o local onde é feita a segurança do guia chefe da casa e também deverá ser coberto com uma toalha branca; deverá ter uma pequena plataforma para que os objetos não toquem o chão; neste local devem ser colocados os elementos da natureza (que são trocados a cada 21 dias): três espadas de ogum, cumbuca com três favas tipo olho de boi, uma cuia pequena com água e sal, uma vela acessa (com um copo com água pura para equilibrar), um triangulo equilátero plano e só com os vértices feito com o metal da vibração do chefe da casa e uma tábua com mais ou menos 30cm de cada lado, sem pintura, onde deve ser riscado o ponto ou escudo do agente mágico relacionado com a vibração do chefe da casa.
Por trás do pano branco haverá uma pequena cortina na cor da vibração do chefe da casa (na foto pode-se ver que na FGC era vermelho, ou seja, a cor de Ogum e na Frat. Ay-Mhorés é branco, pois está firmada em Oxalá), que é aberta ao início dos trabalhos.
1 - Abassá - em primeiro lugar precisamos de um local preparado para que este ritual possa acontecer; este local é denominado de abassá e é onde estão colocados o gongá e o otá,  necessários para a realização dos trabalhos de caridade.
Deve ser separado da assistência através de um limite físico (canteiros de flores, por exemplo, como na FGC ou numa sala separada, como na Fraternidade dos Ay-Mhorés).
Precisa ser deixada uma entrada para os consulentes.
4 - Assentamento do Agente Mágico - é o local usado para a segurança do terreiro (cataliza a energia e difunde a magia); é feito em uma caixa de madeira quadrada de aproximadamente 60cm de cada lado e tendo 15cm de altura pintada de cinza.
Deve ser colocada ao lado da entrada do abassá no chão.
Dentro dela se coloca uma pequena camada de terra das matas ou de cachoeira (que pode ser acondicionada em uma pequena caixa também de madeira); também um vaso com uma ou três rosas brancas, um cristal pequeno da cor do orixá em que a casa está firmada, uma cumbuca com álcool, uma vela acesa, um pequeno metal referente à vibração original do chefe da casa e uma tábua de 12 cm de cada lado onde deve ser riscado o escudo do agente mágico correspondente à vibração original do chefe da casa.
Pode-se ver o assentamento fechado na entrada do abassá, à direita, colocado dentro de um cercado de madeira (para evitar o acesso de crianças) e coberto por um pano
cinza, em dia de trabalho fechado.
Pode-se ver o assentamento aberto na entrada do abassá, à esquerda, colocado dentro de um aramado (para evitar o acesso de crianças) em dia de trabalho aberto.
Note-se o pano cinza dobrado em cima.