Seu Deus interior
Religião é muito mais que um simples ritual e espiritualidade  é algo que vai muito
além do trabalho  semanal no templo.
O próprio umbandista precisa modificar o antigo conceito, criado por um entendimento
genérico e equivocado, que umbanda é apenas
um lugar onde se atendem pedidos
e expectativas de consulentes.
 Isto é, necessita libertar-se dos próprios condicionamentos, não só neste, mas nos
mais variados aspectos da vida.
Nesta página estaremos discutindo a necessidade de aprendermos a pensar, para que possamos fazer nossos próprios milagres. Na página "Pratique a magia"
estaremos disponibilizando técnicas simples retiradas desse aprendizado.

Trechos retirados do livro "Umbanda, um novo olhar"
E por que fazer isso?

Enquanto acharmos, por exemplo, que o perdão incondicional é uma tolice e que injustiças existem, não sairemos do lugar.  Enquanto não aprendermos a nos preocupar com a felicidade de nossos irmãos, considerando que nossos irmãos são todos os seres da natureza, todos aqueles que fazem parte de nós, onde quer que  se encontrem, não seremos também felizes.

Se uma parte de mim não está bem, como posso eu estar bem? É quase como ter uma ferida na cabeça mas estar feliz porque as pernas estão boas. Isto é uma grande bobagem.

O conceito da dualidade é extremamente frágil. Eu, as outras pessoas, todos os seres e a divindade somos um. Para onde nos movermos, tudo e todos se moverão junto. O que sentirmos e pensarmos influenciará no destino de todos.

A dualidade é perigosa pois nos move para a letargia da espera e, às vezes, pouco competente, pois não nos dá opção de ação eficiente.

A disponibilização nos torna conscientes, participativos, criativos e eficientes.

Deveríamos aprender a pensar melhor para depois, usando nosso pensamento direcionar nossa capacidade de magia para o bem, como todo milagre; agiríamos com a eficiência do coração capaz de trilhar o caminho do amor desinteressado. Deveríamos, portanto, aprender a ser um com a divindade e com a natureza que nos rodeia.

Serve e passa! Poderia ser esta antiga proposição, dita há tantos milênios pelo doce e sábio espírito Payê-Suman, aquele que um dia guiou os passos daquele que viria a ser o caboclo das 7 Encruzilhadas e que continua mais atual que nunca, o lema de todo aquele que se diz espiritualista, seja ele umbandista ou adepto de qualquer outra crença. Trabalhemos e vivamos pois sem esperar recompensas... Nem nos céus e nem na terra.