Egito eterno
Introdução

Houve um tempo em que os homens da Terra foram governados por deuses. Seres oriundos de outros orbes celestes que para cá vieram em socorro de nossas humanidades insipientes. Naquele novo alvorecer de civilizações, as mentes ingênuas dos homens da época os fizeram acreditar que estavam frente à criaturas de origem divina, pois prodigiosos eram seus milagres.
Na região do Egito, em particular, trinta e seis mil anos antes da era cristã, homens das estrelas já se preparavam cuidadosamente para conduzir levas de indivíduos que fugiam dos grandes cataclismos que mudariam para sempre a face do planeta. Por todos os lados da Terra grandes migrações aconteciam.  Conduzidos por líderes locais, que eram homens escolhidos e intuídos pelos deuses entre os mais adiantados de cada povo, foram guiados aos lugares mais propícios para sua segurança e evolução.
Para aqueles nativos da Atlântida, numa época em que o grande continente tinha em curso sua derrocada e beirava o desaparecimento, a jornada se fazia tanto por terra como por mar, embora seja possível pensar que os tais homens das estrelas poderiam também transportá-los de outras formas, sem que sequer se dessem conta disso.
Durante vinte e oito mil anos terrestres a humanidade de Orion, com o auxílio das de outros planetas, guiou os semitas oriundos da Terra Mãe sob a orientação de Thot, o iluminado que ficaria conhecido entre os homens da Terra como Deus da Sabedoria. Estabeleceram a divina dinastia Rá e além de monitorarem os seres humanos, através de modificações genéticas produziram no meio dos atlantes uma raça híbrida com características cerebrais avançadas, provocando com isso um grande aumento nas condições intelectuais. Esses homens escolhidos foram chamados de híbridos e iluminados com a sabedoria dos deuses do espaço. Esses seres estelares eram tão adiantados em todos os sentidos que foram adorados pelos humanos como deuses e chamados, genericamente, de os Iluminados, os Netherus.
Os Iluminados, todos oriundos de outros orbes, não se apresentavam um corpo físico denso como os terráqueos. Usavam em seus planetas corpos mais sutis, que adensavam quando desejavam apresentar-se objetivamente para alguns híbridos escolhidos.
Entre esses extraterrestres foram escolhidos aqueles que seriam conhecidos pelo povo como os reis-deuses da chamada dinastia Rá. Esses reis divinos usavam como prepostos homens híbridos, que foram chamados pelos homens de primeiros ministros e com os quais mantinham contato permanente. Muitos milênios depois, já nas dinastias humanas, os reis seriam chamados de faraós, os senhores das duas terras, as do baixo e do alto Egito ou Kemet, a Terra Negra, como foi batizado por Thot aquele novo território, em alusão aos aluviões que traziam a prosperidade ao vale do Nilo. A época que antecedeu a primeira dinastia humana ficou registrada na história como a Idade das Pirâmides ou a Primeira Idade, da qual pouco ou nada se sabe e onde reinaram as dinastias divinas.
Além de monumentos espetaculares, os extraterrestres também construíram enormes canais de irrigação e navegação, alguns com formidáveis diques e eclusas, não só para controle das cheias do rio, mas também para a formação de lagos. Deram ainda uma estrutura político-social ao país, trouxeram uma medicina sem precedentes e introduziram métodos de agricultura, como o cultivo de frutos e grãos inexistentes no planeta, além de ensinarem a fabricação de tecidos para o vestuário, tal como o linho, o algodão e as sedas. Também incrementaram o uso de especiarias para consumo, a pecuária e o aproveitamento do couro de animais para diversos fins, entre muitas outras técnicas, como a apicultura e pesca controlada, todas avançadíssimas para a época.
Durante esse longo reinado foram introduzidos os hieróglifos, que foram nomeados como as Palavras de Deus.
Anterior à dinastia Rá, durante quase cinco mil anos terrestres, reinou e dirigiu os destinos do grande vale a dinastia Shu, também de Orion. Porém, esses primeiros e adiantados seres, igualmente liderados pelo Mestre Thot, não interferiram diretamente sobre os atlantes que haviam conduzido até aquelas terras limitando-se a um monitoramento indireto, apenas intuindo em suas primitivas decisões nas questões de sobrevivência. Invisíveis, os homens das estrelas puderam não só observar os terráqueos, como também a nova região onde iria florescer uma das mais esplendorosas civilizações ancestrais conhecida. Porém, não foi a primeira vez que tais seres estiveram no planeta Terra.
Milhares de séculos antes dessa época colonizadores de Orion, de Sirius e do extinto planeta Erg atuaram sobre a Terra e sobre as humanidades locais criando uma fantástica civilização, que desapareceu depois de grandes catástrofes que se abateram sobre todo o planeta devido ao aumento do nível de atividade do Sol.
Esses cataclismos provocaram enormes regressões em termos evolutivos, além de mutações genéticas, em função das ondas de choque de alto teor energético, terminando por deixar a Terra em silêncio e isolada do resto da galáxia por um período de três milhões de anos. Depois do ciclo chamado de pré-história, encontrou-se a humanidade terrena em estado de barbárie, começando então o processo de colonização novamente. Mas esta é outra história.
Voltando ao Egito, milênios após as primeiras dinastias divinas, sobem ao trono os primeiros reis humanos, todos híbridos por algumas gerações; após poucos séculos, todavia seus mandados não conseguiriam mais ser nem mesmo um pálido reflexo dos maravilhosos reinados de seus antecessores terrestres e muito menos dos dirigidos pelos mestres estelares.
Na época da transição, três mil e duzentos anos antes da era cristã, após tempos incontáveis de aprendizado e evolução, os homens finalmente começam a reinar. Indicado pelos Iluminados do espaço, apareceu então o primeiro rei terráqueo, Narmer ou Men, conhecido posteriormente pelos gregos como Menés. Seu fantástico reinado foi o primeiro que se seguiu à chamada Idade das Pirâmides.    
Embora este livro tenha sido escrito através de pesquisa psíquica, existem fatos interessantes que podem confirmar esta grande antiguidade dos povos egípcios. Em todas as civilizações conhecidas, quanto mais se recua no tempo mais encontramos em seu passado a barbárie e a decadência. No Egito verificasse exatamente o contrário: quanto mais se retroage mais magnificência civilizatória encontramos. Lá não houve um desenvolvimento, houve um legado. Legado outorgado por civilizações extraterrestres.
Embora cause espanto aos mais distraídos, não foram faraós humanos que construíram as grandes pirâmides, como Quéops, por exemplo. A famosa esfinge, que é ainda mais recente que as primeiras pirâmides, tendo sido construída há pouco mais de doze mil anos, durante a dinastia Rá, é feita de um único monólito de mais de cinquenta metros de extensão, com a altura de um prédio de sete andares e centenas de toneladas de peso. A maior construção jamais vista no planeta em um único bloco.
Ora, como poderiam os homens da época erguer e transportar, por milhares de quilômetros, blocos de pedra para os quais, ainda hoje, não existe tecnologia capaz de fazê-lo, devido a seu peso e tamanho? Além disso, não existiam pedreiras com essa competência na região do vale do Nilo. Mesmo pensando em blocos menores com os quais se construíram as pirâmides, estes chegavam a pesar quinze toneladas. Uma tarefa difícil, para não dizer impossível. Até porque as pedreiras que por lá existiam eram, em sua maioria, de pedra calcária, inadequada para tais construções. Suas pedras moles foram apenas usadas, muitos séculos depois, para auxiliar a construção e decoração de templos e também de túmulos escavados nas encostas das montanhas, no que hoje se conhece como o Vale dos Reis.
Como pode se pensar que milhares de trabalhadores foram arregimentados para a empreitada, por séculos a fio, transportando tais pedras em precários barcos pelo Nilo, para prover as dezenas de pirâmides que lá estão ou estiveram? Como colocar cada uma delas em seu devido lugar com incrível precisão geométrica e matemática e além disso, precisamente alinhadas com as estrelas das mais diversas constelações? Se alguém observar um mapa de localização dos monumentos egípcios com um mapa estelar da época, vai verificar a precisão desse alinhamento com estrelas como, por exemplo, as do cinturão de Orion, Plêiades ou Andrômeda, como uma imagem refletida num espelho. Como pode ser isso?
O que nos leva a outra questão e que será vista em detalhes adiante: para que serviam exatamente tais construções? Embora jamais algum sarcófago real tenha sido encontrado em seus interiores, começaram a ser conhecidas como pretensos mausoléus apenas a partir do Antigo Império, a chamada Segunda Idade, séculos depois da transição das dinastias divinas para as terrestres. Essa parece ser a mentira mais bem engendrada de todos os tempos, pois os faraós, simplesmente, tomavam posse dos monumentos e neles colocavam seus nomes e suas histórias, passando ao futuro a ideia estapafúrdia de terem sido eles seus construtores.
 E é exatamente nesse lapso de tempo, antes desses desmandos começarem, que esta história será contada; uma época da qual também pouco se sabe; acontece no momento que os homens começam a se confundir e os sacerdotes mal intencionados começam a pensar nas questões sobre a imortalidade do espírito como forma de obter privilégios e poder, impondo lentamente as crenças sobre a necessidade da preservação do corpo para esse fim. Iniciava-se na região uma era onde, no futuro, a magia negra haveria de grassar por todos os lados de forma quase institucionalizada.
Nessa época de passagem, com sua tarefa quase terminada, a maioria dos Iluminados de Orion e dos demais planetas que por ali trabalharam, começam a abandonar o grande vale, nele apenas permanecendo por mais algum tempo Roshan Kama, que ficaria conhecido como Hórus, o último rei divino, além de seus assistentes e outros missionários siderais. Thot, líder de toda essa empreitada sideral e Im-Hotep, o grande artífice das monumentais obras, jamais voltariam a se manifestar diretamente.
Outros mestres oriundos dos mais diversos planetas que também se dedicaram a auxiliar nossas humanidades terrestres, movidos por amor desinteressado, guiaram outras levas atlantes para diversas regiões do globo, como Payê-Suman de Sirius, por exemplo, que liderou as migrações para a América do Sul.
De volta às magnificas construções na então savana, pois o processo de desertificação não havia começado no vale verdejante, como alimentar e prover esse exército extraordinário? E caso fosse possível, apesar das óbvias dificuldades, de fato não restaria mais ninguém para fazer mais nada em toda a nação.
Muitas pirâmides foram construídas ainda na ancestral dinastia Shu, como as do Vale de Gisé. Seu grande construtor foi o iluminado conhecido por Im-Hotep, que teve pelos tempos que se seguiram seu nome associado a homens terráqueos, tendo-lhe sido atribuídos cargos como ministro de faraós e assim por diante. Embora a confusão seja compreensível, o original Im-Hotep foi um dos mestres da constelação de Órion que por aqui estiveram em tempos remotos; por aqui permaneceu por milênios a ensinar segredos de formidável arquitetura. Obras surpreendentes que deixariam marcas indeléveis fincadas às margens do grande rio, como a testemunhar propositalmente aos homens do futuro suas origens divinas e interplanetárias.
O tempo se encarregou de transformá-lo num personagem mítico que cedeu o nome a importantes terráqueos, que o usaram como uma homenagem àquele que consideravam ser um deus, o que era mesmo um costume da época. A ele também foram atribuídos ensinamentos nas mais diversas áreas do conhecimento, como medicina, por exemplo, mas pode-se pensar que outros especialistas também aqui estiveram, não tendo sido ele o único a trazer toda a ciência conhecida na época.
Enfim, deuses ou astronautas? Há muito se sabe que o planeta vem sendo visitado por extraterrestres que, ao contrário do que prega a mídia ficcional, que especula sobre seres de índole dominadora e capazes das mais diversas atrocidades, chegaram sempre trazendo seu amor incondicional, sua sabedoria e sua formidável tecnologia, adaptada sempre às possibilidades dos povos locais.
Ao invés de escravizar, subjugar ou até mesmo humilhar os nativos com a exibição de avançadas parafernálias científicas, o que poderia inclusive permitir que, simplesmente, impusessem um estilo de vida, apenas se colocaram, em todos os tempos e em todos os lugares onde sua presença se fez notar, como professores pacienciosos que sempre souberam esperar o momento certo para ensinar seus desatentos e contemplativos alunos, ainda perdidos em seus sonhos infantis.
Sempre compreenderam que o espírito humano não dá saltos e que crianças não podiam mesmo entender coisas que não fossem talhadas na pedra. Tão mais fácil lhes teria sido trazer suas brilhantes telas e a todos mostrar as maravilhas tecnológicas do mundo de amanhã.
Chamados de jardineiros cósmicos, pois semearam a vida na galáxia, como aqui fizeram, entendendo-se por vida também a evolução das humanidades, sempre estiveram mais para pais amorosos que para professores rabugentos. Sua generosidade sem limites ao perceber as limitações dos terráqueos lhes permitiu traçar planos ao longo de milênios sem conta, até que pudessem lhes entregar a governança dos próprios destinos, como pais que entregam seus filhos ao mundo depois de prepara-los cuidadosamente para os embates da vida.
Mas como o próprio cotidiano que nos cerca sempre demonstrou, nem todos os filhos seguem os conselhos de seus pais amorosos. Talvez alguns ainda não consigam ser bons por natureza ou, simplesmente, compreender o bem. Muito se pergunta qual a razão que leva um entre cinco filhos tão bem educados a trilhar o caminho do crime. Como seres imortais trazemos em nossas heranças emocionais nossas tendências boas ou não tão boas, todas fruto das lições ainda não aprendidas na necessária evolução. Quando nos são dadas novas oportunidades podemos aproveitar ou não, dependendo das dificuldades apresentadas e também de como compreendemos os motivos da vida.
Os homens daquele tempo não eram diferentes dos de hoje. Tiveram mestres preciosos, mas também carregavam suas paixões e seus desejos e muitos não souberam deles tirar proveito. Se pudéssemos pensar que todos os homens são um com o universo, poderíamos dizer que o semeador passa e a humanidade como um todo se arrasta atrás, às vezes dolorosamente, em seu caminho de idas e vindas entre os apogeus e declínios de suas raças e civilizações, espelhando a contribuição de cada indivíduo.
Além disso, depois da partida dos deuses, que instrumentalizaram a humanidade local para as mudanças necessárias, cada homem, cada célula daquele povo precisaria fazer sua própria mudança, pois ninguém se ilumina com a luz alheia. Os mestres das estrelas apenas serviram de exemplo, pois por mais avançada que tenha se tornado uma civilização, como de fato aconteceu com egípcia na época, cada homem precisaria encontrar a sua luz interior.
Enquanto um único homem não conseguisse encontrar esse brilho, enquanto o todo não se pareasse no mesmo nível, o que nunca aconteceu, com o tempo a civilização começaria a perder seu esplendor e mesmo a luz emprestada iria se apagando.
No nosso tempo pouco ou nada restou daquele esplendor além das visíveis lembranças plantadas para sempre naqueles desertos. Mesmo assim a maioria dos homens ainda não as compreendem. Novo ciclo deverá começar um dia.
Aqueles atlantes maravilhosos foram se esquecendo de seu passado glorioso guiado pelos deuses; escolheram os caminhos mais fáceis da preguiça e do egoísmo, como de resto outras tantas civilizações que se perderam na poeira da história. Sempre foi assim.
Mas até quando será assim?
Até que nesta longa caminhada dos homens, nesta jornada que começou na noite escura dos tempos, todos juntos, possamos encontrar a luz do verdadeiro amor fraterno; até que todos cheguem quando não mais importe chegar; até que ninguém mais se ocupe em se iluminar sozinho; até que todos compreendam que a civilização é apenas o reflexo de suas pequenas células chamadas homens; até que brilhe uma só consciência.
Houve um tempo na Terra em que os homens acreditavam estar sendo governados por deuses - na verdade, seres oriundos de outros orbes que para cá vieram em socorro a nossas incipientes humanidades. O prodígio de suas obras era tão surpreendente, que realmente pensava-se estar diante de criaturas de origem divina. Não existe mesmo outra civilização ancestral tão admirada, estudada e retratada quanto a egípcia, com suas formidáveis obras arquitetônicas, seu elevado conhecimento tecnológico, o dom da sabedoria e uma extraordinária beleza.
Esta nova obra, escrita a partir de uma viagem psíquica no tempo, de onde se pode coletar percepções do exato momento em que os fatos aconteceram, conta os fantásticos eventos ocorridos na região do atual Egito, iniciados 36.000 anos antes da Era Cristã, quando missionários das estrelas conduziram para o vale do Nilo levas de indivíduos que fugiam dos grandes cataclismos ocorridos na antiga Atlântida, os quais mudaram radicalmente a geografia do planeta. Essa história aconteceu entre o fim das dinastias divinas e a primeira dinastia humana, em 3.200 AC, da qual oficialmente muito pouco se sabe, num período em que o império egípcio alcançou um desenvolvimento extraordinário, com os conceitos da não-localidade quântica sendo utilizados para a construção das pirâmides.
E como se explicaria isto? Egito Eterno - o Legado dos Deuses nos traz uma visão revolucionária sobre o que realmente ocorreu no vale do Nilo, onde a engenharia da consciência, movida pelo poder da vontade, em que não se faz necessária a presença física de seu autor, tampouco de ferramentas materiais, realizou obras que desafiam a arquitetura moderna. E a narrativa vai mais além: revela a luta de amorosos sacerdotes, ainda iluminados pelos seres estelares, contra a ignorância e preguiça do povo em promover a reforma de suas almas, ao alimentar a magia negra que começava a se instalar; contra o interminável panteão de deuses por ela inventado, em detrimento de um deus único, contribuindo para a derrocada da mais esplendorosa civilização ancestral da qual se tem notícias.
Egito Eterno faz emergir daqueles desertos longínquos lembranças que a maioria dos homens ainda não consegue compreender.