Mãe do Mundo - parte 1
1. Cerimonial Ritualístico da Corrente Azul da Mãe do Mundo na umbanda
- parte 1-


Definição: a Mãe do Mundo através de sua divina mediadora, Mestre Maria, nesse momento apocalíptico que vivemos, está presente no coração de todos os homens, procurando, com seu imenso amor, tentar salvar a espécie humana do abismo que ela própria construiu para sua aniquilação como raça e, consequentemente, o meio ambiente que habita.

Procuraremos mostrar como é realizado esse importante trabalho, de que maneira é feito, qual a origem deste culto e suas reais finalidades e as consequências benéficas que poderão advir da sintonia vibratória com esse Excelso Ser.


Horário: de preferência às dezoito horas, pois nesse horário uma poderosa energia seguida de bençãos é derramada por toda a humanidade e no planeta Terra. Nessa hora planetária neutra é realizada a Corrente Azul da Mãe do Mundo, presidida pelo Mestre Maria e sua corte de Devas. A cerimonia deve ser realizada em dia próprio e não durante os trabalhos regulares do centro. Ou então antes de seu início. Se possível às segundas feiras.

Objetivos: após o desencarne, se o indivíduo atingiu o grau de Mestre (livre de carma evolutivo), como ocorreu com Maria, pode escolher, entre várias possibilidades, o caminho a seguir; ela escolheu unir-se aos Devas ou hostes angélicas, visando a assistência de amor ao planeta. Seu trabalho começou na assistência às jovens mães e posteriormente atuando no coração de todos os homens.

Era e é necessário que a humanidade seja conscientizada de que somente poderá se libertar da dor, da miséria, da infelicidade e da ignorância quando puder compreender as leis divinas e da natureza e, sobretudo, a decorrência dessas leis que é o Amor Universal. Esse é o grande trabalho de Maria e de sua enorme corte de Devas angelicais. Em cada parte do planeta é utilizado um método, pois cada povo tem suas características próprias e todos colaboram com o trabalho. O trabalho é lento e nas diversas regiões do planeta religiões oriundas dos troncos principais foram escolhidos.

O Brasil foi escolhido inicialmente em função de sua cultura xamânica, pois se transformará um dia na pátria da espiritualidade universal e não da umbanda, como dizem alguns. Esta deverá desaparecer como todas as demais religiões dando lugar simplesmente ao amor universal, como bem disse o proprio Caboclo das 7 Encruzilhadas. É o processo da convergência, do qual falaremos mais em momento apropriado. A umbanda, por sua vez, foi escolhida para a realização do Cerimonial da Mãe do Mundo por sua simplicidade magística e por poder congregar um grande núnero de pessoas em pouco tempo. Na verdade, uma das finalidades da implantação da umbanda no Brasil foi justamente, entre outras razões, servir de veículo, de mediador no plano físico, para o trabalho da Mãe do Mundo, através da Corrente Azul e do cerimonial do Mestre Maria.


Descrição:
- Inicia-se com uma corrente de médiuns de mãos dadas, intercalando um homem e uma mulher em semi círculo; numa das extremidades, de preferência, um homem e na outra uma mulher.
- No centro do semi círculo coloca-se uma toalha amarela clara com o símbolo representativo das ondas do mar bordado ou pintado em azul claro (ver foto abaixo); sobre esse símbolo, em dois dos vértices do bordado colocam-se 2 copos d'água, sendo que um deles deverá ser de água do mar ou com sal.
- Abaixo do símbolo coloca-se uma tábua com um triângulo equilátero riscado com uma cruz no meio; em cada vértice do triângulo coloca-se uma vela acesa.
- Abaixo da tábua coloca-se outra vela tendo ao lado um copo dágua (para o equilíbrio -  água e o fogo - elementos essenciais da natureza).
- A água simboliza a origem da vida, o símbolo de eterno feminino, a Mãe do Mundo.
- O fogo representa o princípio e o fim. O símbolo da eternidade. O positivo e o negativo em equilíbrio.
- Lembrar que esses objetos servem apenas como um ponto de fixação da mente e da fé.
A cruz, em tempos ancestrais, nas antigas civilizações atlantes e suas migrações, era símbolo da iniciação e apenas muitissimo mais tarde se tornou símbolo de sacrifício. Deste sinal se originou a saudação do Saravá na umbanda (quando os médiuns tocam os ombros) - era o sinal que velava a palavra sagrada e impronunciável Aumpram (Lei Divina Em Ação) pelo qual o mestre reconhecia o discípulo nos antigos templos iniciáticos. O tocar de ombros servia também para substituir o sinal da cruz, que era sagrado e oculto.

Sinal da cruz:
1. Toca a fronte (ckcra frontal) e recita: " A ti pertence".
2. Toca o centro do peito (chakra Vibutti - o do Mestre - geralmente desconhecido pelos estudiosos de chakras) e recita: " O reino" - o reino interno de harmonia do Mestre.
3. Toca o ombro direito e recita: " O poder" - o poder da penetração da luz verde do Mestre limpando a atmosfera terrestre.
4. Toca o ombro esquerdo e recita: "  E a glória" - a glorificação do Mestre.
5. A seguir palmas unidas na frente do peito, como em prece e recita: " Por todos os céus geradores" - céus que geram os filhos de Deus. Este gesto também veio a significar o símbolo da perfeita e completa união crística - o amor universal.

"Pai Nosso, santificado e glorificado seja para todo e sempre o Vosso Nome;
Trazei para o interior de cada um de nós Vosso Amor;
Seja feita, sempre, a Vossa Vontade e jamais a nossa, para que o plano de Vosso Reino seja cumprido;
Dai, Senhor, segundo a natureza e necessidade de cada um de Vossos filhos, Pai, pois esforçamo-nos para merecê-lo;
Perdoai as nossas incompreensões, dúvidas, ofensas e, sobretudo, a nossa falta de caridade, assim como nós tentaremos perdoar aos que nos atingem com suas ofensas;
Ensina-nos com Vosso Amor e Vossa Paz a sermos mais perfeitos, mais mansos e mais misericordiosos para, assim, em harmonia com Vossa Lei, evitarmos as tentações e desregramentos mundanos;
Porque, verdadeiramente, Vosso é, e sempre será, o Reino, o Poder e a Glória.
Assim seja.... porque assim será".

Feita a corrente faz-se o sinal da cruz da Mãe do Mundo. O objetivo é fazer um exercício vibratório, que possibilita a união do praticante com as todas as Correntes Azuis e em especial com o Mestre Maria.

Sinal da cruz da Mãe do Mundo: simplesmente inverter a ordem do toque da mão nos ombros (ou seja, primeiro o ombro direito e depois o esquerdo).

Pai Nosso de Ay-Mhoré: Durante a corrente, após o sinal da cruz  reza-se o Pai Nosso do Caboclo Ay-Mhoré.

Depois faz-se 3 tomadas de força seguidas.

Tomada da força: em pé, calcanhares unidos com pontas para fora, tronco mais ereto possível, braços estendidos e esticados diante do corpo com punhos fechados. Inspira-se profundamente cruzando os braços na frente do peito, colocando-se cada punho no ombro oposto. Aí expira-se com força soltando os braços ao longo do corpo.

Inspiração: imaginar a absorção de prana (energia vital). Inalar lembrando da cor verde (saúde).
Expiração: imaginar que está eliminando as energias negativas. Exalar lembrando da cor cinza (impurezas).
Prece da Mãe do Mundo:

" Ó! Senhora da luz revelada! Mãe do Mundo, eterno feminino, presente em toda a manifestação! Através da vossa mediadora Mestre Maria e sua enorme corte de Devas, inundai em vosso infinito amor todos os seres; amparai em vossa incomensurável misericórdia todos os aflitos e aliviais com vossa imaculada luz todos os sofredores do corpo e do espírito!
Deixai por um segundo apenas que nós, indignos párias, inconsequentes seres humanos, possamos nos enceguecer no brilho de vossa puríssima luz, para que, na obscuridade de nossas almas impuras, como meros reflexos, possamos iluminar com uma pequenina faísca todos os irmãos deste infeliz planeta!
Ó! Senhora da luz revelada! Mãe do Mundo! Afastai as trevas da ignorância e da maldade do mundo! E permiti, Senhora, que vossa luz eterna incendeie de amor o Universo inteiro.
Aum!"


Em seguida alguém repete o mantra AUM, de forma longa, por 3 vezes (se possível na tonalidade da nota Fá).

Posições vibradas: A posição vibrada é como uma "mudra" e serve para o praticante captar e transformar a energia-cor (ver a seguir nas descrições de cada posição) para os fins específicos do ritual e não para entrar em sintonia com os mestres, como pensam algumas pessoas. Tal fato, além de desnecessário, seria inclusive bastante pretencioso, pois isso ainda é impossível para nós, em nosso estágio de desenvolvimento. O objetivo do ritual é o amor universal e não ter contato com os mestres (lembrar que mestre aqui é falado no sentido do que foi descrito para Maria).  O mestre adensa sua vibração pura e a transforma em cor capaz de ser absorvida e trabalhada pelos membros da corrente.

As posições são realizadas em sequencia e na ordem descrita na próxima página (ver as fotos). Em cada posição permanece-se por um tempo de um a três minutos.


Encerramento: Simplesmente repete-se o gesto simbólico do sinal da cruz da Mãe do mundo.
Após as tomadas de força faz-se a prece da Mãe do Mundo (ditada por Babajiananda*).
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