Estaremos publicando as perguntas freqüentes e suas respostas, sempre preservando as identidades dos participantes. Poderemos simplificar as questões originais  com a finalidade de torná-las mais simples e objetivas. 
Perguntas Freqüentes
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Perguntas organizadas em assuntos - 1ª página


Sobre Guias e Protetores

1.        Queria saber como descobrir o meu protetor na Umbanda?
Você somente descobrirá seu protetor se desenvolver sua mediunidade, pois então ele poderá se manifestar e dar sua identidade. De qualquer forma o nome de seu protetor não deve ser nunca o mais importante. Sua fé em que ele esteja sempre a seu lado para orientá-lo da melhor forma possível e dentro de seu merecimento, deve predominar sempre.

2.        Nasci em 06 de maio. Gostaria de saber de qual entidade (guia) da Umbanda sou filha.
Somente é possível que determinemos qual é a sua vibração original (isto é, qual é o seu Orixá - a vibração que predominava no dia de seu nascimento). No seu caso é Oxossi (cor: azul, dia da semana: sexta feira, nota musical: sol, metal: cobre, elemento: ar, atividade principal: cura, ponto cardeal: noroeste, planeta regente: Vênus,  dualidade ou contra parte feminina: Ossânhe).
Nesta manifestação apresentam-se guias e protetores. Somente o seu guia (ou protetor, dependendo da hierarquia da entidade, poderá dizer-lhe, pessoalmente, o nome que ele dá em terra). Falaremos bastante sobre esse assunto no curso on-line.

3.        Gostei bastante do site, mas ficaria melhor se você colocassem doutrinas dos caboclos Dona Mariana, Herondina, Jarina, Jurema etc... A historia desses caboclos e de onde eles vieram.
Gostaríamos que você nos esclarecesse sobre o que estaria querendo dizer com"doutrinas". As entidades geralmente trabalham enfeixadas em suas linhas, relacionadas aos orixás e não doutrinárias (veja no curso on line sobre os orixás).

Quanto as entidades que você menciona, apenas conhecemos dados da cabocla Jurema. É um dos chefes de legião da linha de Oxossi. Estas entidades inclusive não incorporam, mas fazem 7 com o mesmo nome que são incorporantes (fazer 7 com o mesmo nome significa que abaixo de cada chefe de legião existem 7 outras entidades de hierarquia imediatamente inferior, que usam o mesmo nome, totalizando 49 entidades - 7 em cada linha).

Muitas outras entidades, de hierarquia mais inferior ainda (o que não desmerece a entidade - trata-se apenas da organização dos planos espirituais), abaixo dessas 49, e que também se apresentam com o mesmo nome, causando uma grande confusão. Em função disso é quase que impossível saber a origem ou a história de cada entidade.

Nem todas entidades chefes de legião tem suas histórias contadas, mas na medida do possível, poderemos ir falando de cada um deles. A hierarquia das entidades é reconhecida através dos pontos riscados (falaremos desse assunto no curso on line).

Aymoré, por exemplo, um dos chefes de legião da linha de Oxalá foi o sétimo rei da grande nação Nhengatú, que emigrou da Atlântida antes de seu afundamento e estabeleceu uma colônia atlante no litoral do Espírito Santo,chamadaATerradasArarasVermelhas.Suahistóriaestácontadanolivrodomesmo nome de Roger Feraudy (veja informações adicionais na loja virtual),assim como a de outras entidades que hoje militam na umbanda.

Apenas como uma observação gostaríamos de dizer que nomes como Mariana e Herondina não costumam ser nomes de caboclos e talvez essas entidades pudessem revelar ao amigo seus verdadeiros nomes.



4.        Adorei a pagina e espero fazer parte desta família. Estou curioso para saber sobre Ogum Mege. Preciso de informação sobre essa linha. Em segundo lugar quero saber informações sobre o caboclo Guardião dos Caminhos e se trabalha na linha de Ogum.
Em relação a sua primeira pergunta:
Ogum Mege não é uma linha e sim uma entidade. São caboclos, mas chamam a si mesmo de Oguns, assim como os caboclos da linha de Xango, chamam a si mesmo de Xangos. Ogum Mege é um dos sete Chefes de Legião da linha de Ogum (vamos falar com detalhes sobre essa hierarquia na próxima aula do curso on line, que deve estar veiculada na próxima semana). Os demais são: Yara, de Lei, Rompe Mato, de Malê, Beira Mar e Matinata. Estes não são incorporantes inclusive, mas se desdobram em outros sete que incorporam.

Em relação a sua segunda pergunta:
Guardião dos Caminhos não costuma ser nome de caboclo, mas se a entidade falou este nome, só ele mesmo pode dizer se trabalha na linha de Ogum.
Talvez seja um protetor.Nunca ouvimos falar. Mas geralmente entidades com esse tipo de nome são exus (agentes mágicos).



5.        Recentemente descobri que meu guia faz parte da Linha das Águas, e se chama Príncipe Nalfagibe. Gostaria de receber informações sobre ele.
Infelizmente não conhecemos essa entidade que dá o nome de Príncipe Nalfagibe. Geralmente as entidades manifestadas no povo das águas são caboclas ou caboclos do mar, com nomes tipo: Jandaya, Jandira, Jacyara, etc.

A única oportunidade de que temos notícia de entidades chamarem a si próprias de príncipes, é no ritual da cabala judaica, que nada em a ver com a umbanda, mas em seus rituais os 7 exus guardiões (7 Encruzilhadas, Tranca Rua, Giramundo, Marabô, Tiriri, Pomba Gira e Pinga Fogo), se manifestam como príncipes (Astaroth, Nambroth, Acham, Baal, Hasmodat, Lilith e Moloch).

Sugiro que você pergunte a essa entidade, se ele não teria outro nome para dar em terra.



Sobre rituais

6.        É obrigatório na Umbanda raspar a cabeça? Para se trabalhar com os orixá é obrigatório sacrificar animais?
Raspar a cabeça e sacrificar animais são rituais de cultos africanistas e que nada tem a ver com a Umbanda. Umbanda é amor e não aceita ou concorda, assim como não é conivente com nenhum tipo de sacrifício.
Pela antiga tradição de transmissão oral dos ensinamentos da Umbanda através das décadas do século XX, muitos conteúdos de outras religiões ou credos acabaram por permear o entendimento das mensagens trazidas através das sublimes entidades pioneiras deste movimento, e seus continuadores.
Nosso Pai Maior louva a harmonia entre os seres e a natureza; os animais são parte desse grande plano cósmico onde o homem está enfeixado para sua evolução.
Mesmo porque, se formos nos aprofundar em conhecimentos teosóficos, temos que considerar que dentro dos esquemas de evolução dos mundos (estamos no 6° Esquema, que é o da Terra, na 4a. Cadeia  e na 4a. Ronda - falaremos mais sobre esse assunto em nosso curso on line) muitos dos animais de hoje poderão fazer parte do reino hominal na próxima Cadeia. Quando se troca de Cadeia sobe-se um nível de evolução (e a individualização de cada ser se fecha na 4a. Ronda).

7.        Por qual razão durante a quaresma não podemos incorporar Pretos velhos e Crianças?
Não existe nenhuma razão especifica para se particularizar Pretos Velhos e Crianças. Nenhuma incorporação deveria acontecer. A explicação para as casas não trabalharem desde o natal ate o fim do carnaval é pelo fato do ambiente, aqui no plano material, estar muito pesado, em função dos desregramentos da época de festas, das dores das pessoas numa época onde as famílias deveriam estar reunidas e pelos desejos de bens materiais impossíveis de serem satisfeitos, por exemplo.

Com a vibração do ar pesada, o ambiente se torna propicio para a ação da magia negra, havendo grande movimentação no astral. As casas param ou deveriam parar para proteção dos médiuns. As equipes espirituais continuam seus trabalhos nessa época, ate mesmo para combater os magos negros. O médium tem como obrigação manter-se equilibrado e em vibração positiva, ate mesmo para ajudar a equilibrar as egrégoras formadas por tantos desatinos dos homens.


Sobre "trabalhos" feitos

8.        Minha vida está muito mal, tanto no aspecto amoroso como no financeiro; acho que fizeram um trabalho contra meu marido para que assim fosse. O que a Umbanda pode fazer por mim?
 "Trabalhos" ou outros tipos de magias só "pegam" nas pessoas se elas estão predispostas para que isto aconteça. Predispostas no sentido de não estarem atentos para a necessidade de uma postura de vida onde prevaleça a brandura, a caridade, a ausência de irritação, a necessária resignação para com muitas coisas que não são mesmo para serem resolvidas e sim serem aceitas, etc.

De qualquer forma, sempre é muito questionável dizer que nos fizeram  isto ou aquilo. Muitas vezes nossos problemas são apenas oportunidades que nos são dadas pelo Pai Maior para que possamos rever algumas coisas e aprender outras. Quando conseguimos descobrir o que cada vicissitude traz escondida em forma de aprendizado, talvez não precisemos mais passar por ela.

A Umbanda não existe para resolver problemas amorosos ou financeiros ou de qualquer outro tipo, especificamente. A Umbanda existe para ensinar as pessoas a amarem e a se conectarem com a espiritualidade superior, o que deverá trazer a paz e o entendimento das leis divinas a cada espírito, especialmente a lei maior de causa e efeito. Nada nos acontece sem uma causa anterior, traçada por nós mesmos. Umbanda é a Lei Divina.

Sugerimos que procure um bom centro, onde possa se aconselhar nesse sentido com as entidades manifestadas na casa.

9.        Tenho um amigo que acredita que seus relacionamentos amorosos e sua vida não progridem porque uma pessoa fez "macumba". Pode me ajudar a ajudá-lo?
Sugerimos que o você procure um centro sério em sua cidade onde seu amigo possa ser tratado, mesmo porque, somente uma entidade manifestada, um guia, poderia afirmar tal coisa. Mesmo assim, por uma questão de caridade, os guias ou protetores, não costumam entrar no mérito desta questão, porque se alguém fez alguma coisa para seu amigo, é porque ele "permitiu". Permitiu como? Permitiu através de seu temperamento.
Se somos nervosos, irritados ou gostamos que todas as coisas sejam de nosso jeito e não toleramos muito as contrariedades da vida, estamos sempre vibrando numa freqüência de ondas médias, que é onde nossos desafetos do passado também vibram (o ser humano quando está bem vibra em ondas curtas).
Como dá para se perceber, a maioria das coisas às quais atribuímos a "trabalhos feitos", macumbas, etc, nada mais são que ações de nossos próprios desafetos ou obsessores, na medida que nos sintonizamos com eles em nossos desequilíbrios, mesmo que pequenos.
Resumindo, se seu amigo não melhorar como pessoa, nem mesmo um bom centro poderá fazer nada por ele, pois a melhora que vai obter será apenas passageira, pois no momento seguinte atrairá para seu campo áurico outro obsessor de seu passado.

Se a pessoa não quer se modificar para ser mais feliz e portanto se distanciar de seus desafetos do passado, as entidades estariam interferindo no livre arbítrio da mesma (fazendo por ela o que seria de sua obrigação,  pois afinal estamos nesta nova vida para nos libertarmos dos antigos defeitos), o que se caracterizaria como magia negra.


Sobre Orixás

10.        Quais são as ferramentas de caça do orixá Oxossi?
Existe a crença que as entidades manifestadas na linha de Oxossi são índios caçadores. Na verdade as entidades que se apresentam na Umbanda sob a forma de caboclos, apenas usam a tradição xamânica do povo brasileiro nesse sentido, não sendo as mesmas, absolutamente, silvícolas ou algo parecido.
Os caboclos da linha de Oxossi são conhecidos como caçadores, pois são caçadores  de almas e não caçadores das matas, etc.
Portanto, eles não detêm armas.

11.        Me disseram que estou muito negativa porque minha Iansã está predominando no lado negativo e isso está atrapalhando meu caminho.
Como deve ser de seu conhecimento Iansã é a contra parte feminina de Xangô. Desta forma, sendo um orixá, não nos pertence (não temos uma Iansã). E ainda sendo um orixá, não tem lados negativos (entendendo os orixás como as próprias energias criadoras, fazendo parte da própria divindade, que é só amor e compaixão).
Desta forma, não é possível um Orixá atrapalhar o seu caminho
Acreditamos que a terminologia usada na sua orientação foi, talvez, equivocada, ou, mais possivelmente, tenham querido dizer outra coisa, que não compreendemos muito bem.

12.        Nasci dia 22 de dezembro. Gostaria de saber quais são os meus Orixás e Pomba gira. E também um pouco sobre minha vida.
É interessante que se entenda que não temos orixás. A única relação absoluta que possuímos com um orixá em particular é a nossa vibração original, que corresponde à vibração do orixá que predominava na data de nosso nascimento.
 
No seu caso é Yorimá (Pretos Velhos). No desenvolvimento mediúnico o médium vai fazendo obrigações para as diversas linhas.
Quanto à sua segunda pergunta é impossível ser respondida, pois não é essa a função da umbanda. Só quem pode falar sobre sua vida é você mesma.
 
Nem mesmo as entidades manifestadas numa casa séria de umbanda se prestariam para isso, pois os trabalhos de umbanda são trabalhos de caridade e não de curiosidade, para as pessoas necessitadas, e ainda assim dependendo do merecimento de cada uma (o que só pode ser avaliado pelas próprias entidades e não pelos médiuns da casa).

Desta forma, umbanda não é um oráculo que estaria à nossa disposição.
Reconhecemos que falta informação às pessoas e pedimos então que não se considere esta resposta uma crítica, pois é tão somente um esclarecimento.
Se alguma casa de umbanda se oferecer para falar de sua vida, desconfie!


Sobre exus ou agentes mágicos

13.        Freqüentei uma casa onde os exus apareciam de uma maneira bem normal e tranqüila, diferente do que vi em outras casas, onde se apresentavam apenas na penumbra, bebendo e fumando e trabalhando para o mal. Não entendo essa confusão de cada casa funcionar de um jeito. Como, afinal de contas, os exus trabalham?
Cada casa trabalha de uma maneira apenas em função da forma como a Umbanda se desenvolveu, isto é, através da tradição oral.
Na verdade a confusão é das pessoas e não das entidades, que, bondosamente, fazem suas caridades dentro dos rituais particulares de cada casa.
Os exus de mais alta hierarquia (falaremos sobre isso no curso on line) são entidades que nunca tiveram encarnações no planeta (os de alta hierarquia) e que estão inseridos no movimento da Umbanda, trabalhando sob as ordens de outras entidades, enfeixadas nas diversas linhas (especialmente caboclos e pretos velhos).
Trabalham dentro da Lei e dependendo também de sua hierarquia, podem, eventualmente, ser usados em cultos ou rituais não umbandistas.
A Umbanda, no entanto, é só amor e não trabalha nunca para o mal, assim como não precisa trabalhar da forma como você falou: na penumbra, bebendo, etc.
Na Umbanda bem compreendida eles trabalham, especialmente, como facilitadores da magia, de forma discreta e muitas vezes imperceptível para o consulente. O uso do charuto, eventualmente, é apenas porque representa o elemento fogo, por onde a sua magia se processa.

14.        Tenho minhas entidades espirituais e uma delas pediu para que refizesse a porteira do centro. Pediu que fossem compradas as imagens para que se fizesse o assentamento. Porém, um médium da casa, que fez um curso teórico, começou a indagar se a entidade riscou o ponto, se fez isso, se fez aquilo. Achei estranho, pois essas regras e normas deveriam ser dadas pela entidade espiritual. Se for possível me informe, pois é a primeira vez que ouço falar disso.
O assentamento do Exu ou Agente mágico, que se faz na porteira do centro (que, aliás, nem precisa ficar na porta de entrada), tem realmente determinadas regras, pois é o local usado para a segurança do terreiro (assim como o Otá), e contém os elementos da natureza.
Nele devem constar alguns elementos:
-flores lunares (dália, rosa, orquídea ou copo de leite, etc)
-metal relacionado ao exu guardião da casa (por sua vez relacionado à vibração original do médium que recebe a entidade chefe do terreiro); é o catalisador usado para a magia
-cristal (da cor do orixá no qual o terreiro está firmado)
-álcool ou éter (elemento volátil que difunde a magia; esse elemento já contém água)
-vela acesa (fogo)
-tábua de madeira com o ponto riscado do agente mágico guardião da casa
O assentamento é feito numa caixa de madeira (que não precisa ser maior que 60cmX60cm) com terra de cachoeira e deve ser coberto com um pano cinza (na tonalidade específica para o agente mágico guardião da casa) no final de cada trabalho.
Quanto ao fato da entidade ditar normas e regras, é verdade, porém o médium bem informado tem condições de captar melhor as orientações da espiritualidade.
Um bom exemplo disso são os pontos riscados, que também seguem regras simples, mas específicas, que potencializam seu poder magístico.
Falaremos mais sobre tudo isso em nosso curso on line.

15.        Gostaria de receber informações sobre Exus e Pombas Giras e também  saber como devemos fazer as oferendas para eles e qual sua hierarquia.
Sobre Exus (ou Agentes Mágicos, como preferimos chamá-los) falaremos mais detalhadamente em nosso curso de Umbanda on line. Podemos lhe adiantar que Pomba Gira é apenas um dos Agentes Mágicos conhecidos.
Os exus (cuja origem da palavra vem do sânscrito e significa "povo banido") tem uma rígida hierarquia. Na Atlântida, nos templos da Luz, na primitiva Aumpram, eram identificados pelos magos brancos como Agentes mágicos.
Trabalhamos o tempo todo com eles na apometria (geralmente se manifestam em circunstâncias onde existem trabalhos mais graves de magia a serem feitos ou desfeitos). Na verdade o exu é um ser composto por um fluido impessoal e serve de veículo para toda e qualquer magia, nos sete planos da manifestação. Sua hierarquia é a seguinte: 7 exus guardiões, 42 exus chefes de legião, 252 exus batizados, infinitos exus pagãos e infinitos compadres e comadres.
Apenas os dois últimos grupos (pagãos e compadres e comadres) são compostos de entidades reencarnantes no planeta. E são estes últimos, às vezes, que se prestam para serem usados de forma inadequada.

A origem dos nomes chega a ser estranha. Vou lhe dar um exemplo:
Exu Tranca Rua (que trabalha na vibração de Ogum): é responsável pelos portais dimensionais do mundo astral, impedindo a passagem ou selecionando aqueles que podem transitar pelas comunicações vibracionais, como se fossem ruas, de um sub plano a outro.
Através dos tempos esse conhecimento esotérico foi se perdendo mas o nome ainda lembra sua função principal. O problema é que as pessoas pensam que eles trancam mesmo as nossas ruas, nossa esquinas, etc.
Sobre oferendas, podemos informar que são cerimônias ligadas à cultos africanistas, como o candomblé, por exemplo, e nada tem a ver com a Umbanda.

16.        Entrei para a Umbanda há poucos meses e procuro estudar bastante. Fui escolhida pela PombaGira 7 Encruzilhadas para ser o seu cavalo. Recebi uma mensagem do Pai de Santo que a entidade solicitou que eu fizesse a roupa para ser usada nas sessões de Exu. Que estilo de roupa devo   fazer?
Quanto à incorporação dessa entidade, como tenho apenas alguns meses participando dos trabalhos, tenho receio; até porque sei que ela é desdenhosa e gosta de falar palavrões, e essas são características totalmente diferentes das minhas.Em primeiro lugar os exus (ou agentes mágicos) são entidades que trabalham na caridade e dentro da lei, e dependendo de sua hierarquia não bebem e não falam palavrões. Em centros mais organizados elas não solicitam ao médium que se vista de nenhuma forma especial, além do uniforme do próprio centro. Outra coisa interessante no seu relato é que Pomba Gira e 7 Encruzilhadas seriam uma mesma entidade, mas Pomba Gira é o nome de um exu em particular e 7 Encruzilhadas é nome de outro, de forma que não é possível um único exu ter os dois nomes (?).

Pomba Gira é um exu que trabalha sob as ordens de entidades da linha de Yemanjá e 7 Encruzilhadas trabalha sob as ordens de entidades da linha de Oxalá. Em último lugar, os médiuns iniciantes não devem, ou não deveriam, "receber"exus, pois estes demandam energias às vezes difíceis de serem controladas.

Geralmente os médiuns começam recebendo ou Pretos Velhos ou caboclos da linha de Oxossi ou Oxalá.
Estranhamos que isso lhe tenha sido solicitado.

Pergunte ao chefe espiritual de sua casa se não estaria havendo algum engano, ou se isso não poderia ser protelado. Para receber exus o médium precisa ser relativamente experiente.

Finalmente, se alguma coisa na casa que você freqüenta lhe causa qualquer constrangimento, talvez você devesse procurar uma casa que trabalhasse dentro de um ritual mais adequado ao seu temperamento.

É preciso salientar que, geralmente, todas as casas de umbanda fazem caridade, desde que nada cobrem pela caridade prestada; o que as diferencia é o ritual praticado, que varia muito de casa para casa, pois a umbanda sedesenvolveu dessa forma e por isso é interessante o médium achar uma casa onde se sinta "em casa".


17.        Como devo decorar o terreiro para uma festa de exus, em especial o sr. Exu João Caveira?
Não  e habito na umbanda, geralmente, fazer festas para os agentes magicos (ou exus). Costuma-se homenagear as datas relacionadas apenas aos orixas (ainda assim por vontade dos homens e não da espiritualidade). Apesar do enorme agradecimento pelo trabalho desses seres maravilhosos, os agentes magicos, que tanto auxiliam o trabalho da caridade na umbanda, eles não pedem para si nenhum tipo de festividade.

Ainda  mais no caso de exus que se apresentam na forma astral de artificiais, como  e o caso de João Caveira, que trabalha sob as ordens do sr. Caveira, exu guardião trabalhando sob as ordens das entidades enfeixadas na linha de Obaluayê, o orixá oculto, que esta voltando para atuar na umbanda com sua contra parte feminina, Yemanja.

Desta forma não temos como lhe dar essas informações, pois não realizamos essas atividades na FGC.

Sobre mediunidade

18.        Como saber se sou médium umbandista?
O médium de Umbanda é aquele que tem um carma com a mesma por já ter trabalhado com magia em vidas pretéritas. Somente freqüentando um bom centro de Umbanda você saberá se tem mediunidade para ser desenvolvida na mesma. Vale também o seu coração, isto é, se você se sentir "em casa", num centro de Umbanda, com certeza é porque achou o seu lugar.

19.        Quando entro no terreiro não recebo nenhum guia. Mas percebo que ele esta "encostado" em mim. O que devo fazer?
Você é médium ou consulente na casa? Se é médium necessita de auxílio para seu desenvolvimento mediúnico, que deverá ser propiciado pela entidade chefe. Mas se você for consulente, não existe mesmo a premissa,  na maioria das casas, que consulentes devam "incorporar". Neste caso você deveria também falar com a entidade chefe para ver a possibilidade de se tornar médium aprendiz da casa.
                        
20.        Estou conhecendo agora a Umbanda e ouvi falar que preciso ser batizado. Nunca me batizei em nenhuma religião e gostaria de saber como é isso e o que significa.
O termo batismo ou amaci, na Umbanda, significa aquele que está sendo aceito pelo orixá de sua vibração original (o orixá da vibração original é aquele cuja energia predominava no lugar e na hora que o indivíduo nasceu) para se desenvolver como médium na Umbanda, firmando essa energia no médium, o que auxilia muito o seu desenvolvimento.

Desta forma você precisa ser médium de uma casa de Umbanda para poder ser batizado. De qualquer maneira o batismo se faz apenas ao longo do tempo, depois que o médium já está "recebendo" as entidades que vão trabalhar com ele no serviço de caridade. Depois do batismo, de acordo com seu desenvolvimento, o médium vai fazendo as "obrigações" para os outros orixás (para firmar a vibração das outras linhas, numa ordem específica).

21.        Tenho muitas dúvidas a respeito de mediunidade. Como encontrar um bom lugar? Como sei se tenho mediunidade. 
Existem muitos sintomas específicos de mediunidade, tais como: insônia, ou sono demais, tonturas, dores físicas sem causa aparente, especialmente dor de cabeça ou de estômago,  angústia, batedeiras no coração, falta de ar, nervosismo, além dos mais óbvios, como visões ou escutar vozes, choros, etc.

Na verdade existe uma centena de sintomas, mas esses são os mais comuns.
 
Na Umbanda o bom lugar para se desenvolver é aquele onde se pratique a caridade pura e desinteressada, onde nada se cobre, nunca, por nenhuma caridade praticada e onde os médiuns não tenham o costume  de beber para realização dos rituais, e onde só se trabalhe visando o bem das pessoas e da humanidade.

Isso seria o mínimo desejável.

Estamos à disposição para mais informações. De qualquer forma falaremos de mediunidade, seus tipos e tudo o mais no curso de Umbanda on-line.

22.        Quero me desenvolver.  Como  eu faço  isso?
Você precisa procurar um centro sério para fazer isso. É preciso fazer parte do corpo mediúnico de uma casa de Umbanda para que isso se dê, aos poucos, com estudo e prática. Não há outra forma.

23.        Como um praticante descobre seu poder mediúnico.
Sobre a mediunidade, especificamente, acreditamos que ela não seja um poder ou dom. Nós a vemos como um compromisso cármico para prestar caridade.

O médium teria que freqüentar um centro para que essa mediunidade pudesse ser desenvolvida. No caso da Umbanda, a entidade chefe de cada casa tem condições de determinar sobre essa mediunidade.

No entanto, se você ainda não freqüenta, existem sintomas que sugerem fortemente um processo mediúnico não resolvido, tais como: tonturas, dores de cabeça, nervosismo, dores de estômago, aperto no peito, insônia ou pesadelos, acordar cansado, dores nos ombros ou tensão no pescoço, formigamentos, suores excessivos, desmaios, etc. Todos sintomas de algum tipo de mediunidade (cura ou incorporação).

Claro que sempre se deve descartar eventuais problemas físicos que poderiam estar causando tais sintomas.

24.        Como faço para ter o certificado de babalorixá.
Não existem, a rigor, certificados de babalorixá (até mesmo porque esse termo costuma ser usado indiscriminadamente) e para se tornar um, é uma questão cármica.

O que o médium costuma aspirar é ser babá ou babalaô, ou pai e mãe pequenos ou ainda dirigente espiritual e creio que sua pergunta se refere a isso.

Embora ser babalaô também seja um compromisso cármico, o médium teria que ter terminado, se possível, todos os graus inferiores de iniciação (falaremos sobre esse assunto no curso on line) e ser, minimamente, um médium chamado de "pronto", ou aquele que pode aspirar às iniciações superiores (no final dessas iniciações superiores poderia aspirar a ser um babalorixá, também chamado de mago branco da luz divina).

Tecnicamente, para ser babalaô, não deveria ter ainda que passar pela mecânica da incorporação, apesar de ainda ter restos de compromissos cármicos. Teria que ser uma pessoa capaz de já conseguir fazer a comunicação mente a mente com a entidade, sem precisar incorporar. Seria o que se chama ter a tela búdica fechada.
 
Mas como isso é difícil e demorado, sendo necessário conhecimentos específicos das iniciações e de técnicas ancestrais, o mais comum é que o babalaô seja o médium mais antigo da casa ou aquele determinado pela espiritualidade. Imagine então para ser babalorixá...

25.        Eu queria saber métodos de desenvolvimento do "dom da vidência" na Umbanda.
Não vemos a vidência como um dom, mas como um compromisso cármico, na medida que o médium vidente ajuda muito nos trabalhos de Umbanda e Apometria, impedindo que o grupo seja enganado por entidade querendo se passar por outras, por exemplo. Como se vê, é um processo cármico e só pode ser desenvolvido por quem veio com esse carma, de alguma forma, como de resto qualquer outra mediunidade.

Para essas pessoas até existem algumas técnicas, mas como dependem muito do desenvolvimento do médium, não podemos divulgá-las de uma forma irresponsável, para não prejudicar as pessoas. Mas falaremos mais desse assunto no curso on-line.

26.        Eu gostaria de conhecer melhor quais são os sintomas que um médium de Umbanda pode sentir para descobrir que é médium de cura.
Existem sintomas que sugerem fortemente um processo mediúnico de cura não resolvido, tais como: tonturas, dores de cabeça, dores de estômago, sintomas de plenitude gástrica, flatulência, dores abdominais, cólicas, aperto no peito (angústia),  acordar cansado, dores nos ombros ou tensão no pescoço, formigamentos, tosse seca, falta de ar, suores excessivos, desmaios, problemas hormonais, artrites, dores nas articulações, rinites, sinusites, etc. Todos sintomas de algum tipo de mediunidade. Os sintomas físicos e outros de efeitos físicos (objetos que se mexem, barulhos, etc) geralmente denotam mediunidade de cura.
 
Lembramos sempre que se deve descartar eventuais problemas físicos que poderiam estar causando tais sintomas.

Os problemas físicos são causados pelo acúmulo ou manipulação do ectoplasma; ectoplasma é o chamado fluído de cura, que assimilamos através da alimentação e deveríamos trocar com a natureza sem acumular - temos que trocá-lo porque ele é essencial à vida; mas quem tem mediunidade de cura vem com a proposta cármica de trocar muito mais lentamente o mesmo com a natureza para sempre sobrar um pouco para ser doado em trabalhos de cura. O ectoplasma é um potente anti-inflamatório, anti hemorrágico, anestésico, cicatrizante, etc, etc, etc. - não só para tratamentos de encarnados como de desencarnados.

Existem técnicas simples para se doar o ectoplasma em trabalhos de cura.


27.        Sou médium na Umbanda há alguns anos e desde então venho sentindo minha evolução, tanto na parte espiritual (em relação as entidades), como na parte da matéria (como ser humano). Estou me tornando, aos poucos,uma pessoa melhor e com mais entendimento em relação a mim e ao meu próximo. Tenho notado isso pois depois que entrei de verdade na Umbanda me senti muito melhor, mais feliz e com muita vontade de participar dos trabalhos no centro, além de sempre estar disposto a ajudar materialmente o terreiro. A questão é que há alguns meses estou sentindo que essa vontade que tinha de ir aos trabalhos esta diminuindo a ponto de eu não querer mais ir para o centro. Mas vou, mesmo contra a vontade, pois sei que jamais devo me entregar. Para piorar sinto que a entidade com quem eu sempre trabalhei está bem mais longe, a ponto de já ter incorporado pensando ser o caboclo, quando na verdade quem estava trabalhando era o Sr. Exu.
Sei disso porque senti a vibração diferente e também porque perguntei quem estava ali naquele momento. Trabalho muito bem com os exus, só que no nosso terreiro não temos muita oportunidades de trabalhar com estas entidades, que respeito muito e tenho muito carinho.
Pergunto: é possível se pensar e chamar a nossa entidade (no caso, caboclo) e vir outra entidade (exu ou outra qualquer) riscando o ponto do caboclo?
Qual o procedimento que devo tomar para que normalize a minha sintonia com a entidade com a qual trabalho (o caboclo)?  Devo fazer algum trabalho ou oferenda para o caboclo ou para a outra entidade (no caso, o exu)?
Também tenho uma cigana mas não trabalho com ela. Como proceder com estas entidades?

Em primeiro lugar seria necessário que você solicitasse à entidade chefe da casa que desse uma atenção especial a você, no sentido de  estar, eventualmente, sendo vítima de uma obsessão. Mesmo os exus tem atitude respeitosa em relação à "gira" que está ocorrendo e não se fazem, normalmente, passar por outras entidades.

Como você falou muito bem, exus são entidades maravilhosas e não usariam a ausência de seu caboclo para se manifestar, o que nos faz pensar mais ainda num processo de obsessão ou de entidades querendo atrapalhar o trabalho da casa e se aproveitando de um desequilíbrio momentâneo, seu ou da corrente.

Na FGC os médiuns são atendidos rigorosamente uma vez por mês, para uma limpeza. O médium precisa desse atendimento, pois ajuda muito na caridade, deixando outros irmãozinhos desgostosos e zangados.

Caso o médium não esteja bem equilibrado, outras entidades podem se fazer passar por caboclos, exus, etc, não sendo nem uma coisa nem outra, enganando o médium. Também é preciso saber da firmeza da corrente. Isto é, se os médiuns não bebem, não cobram, etc.

As entidades tidas como exus (os agentes mágicos), assim como as demais entidades manifestadas na umbanda não solicitam nenhum tipo de oferenda. Isso faz parte apenas de rituais africanistas, como o candomblé. É que através dos tempos as coisas foram se misturando, por causa da desinformação dos homens.

Na verdade o médium tem também que se sintonizar com a entidade que deverá se manifestar, de forma consciente, e saber qual chakra correspondente à mesma, deverá ser vibrado. Como geralmente quem dá atendimento são os caboclos de Oxossi, o chakra a ser vibrado é o esplênico (abaixo do umbigo).

Imagine um pires rodando no sentido horário nessa região e você sentirá a vibração.
 
Ao mesmo tempo pense na cor azul celeste, que á cor de Oxossi (ao contrário do que se pensa não é verde - muitos pensam que é verde porque associam Oxossi com um índio caçador nas matas - na verdade são caçadores de almas). Invoque mentalmente o nome de seu caboclo. Com o amor que você tem, tenha fé que é seu caboclo que virá. Caso sinta outra vibração, não permita e retome do começo.

Não adianta você riscar o ponto, porque quem risca ponto é a entidade, depois de manifestada e não o médium. Mas você precisa conhecer os sete sinais positivos de um ponto riscado (falaremos deste assunto no curso on line), pois entidades malévolas ou brincalhonas, não teriam condições de risca-lo.

No caso de entidades que se manifestam como ciganas, não sabemos como proceder, pois não pertencem a nenhuma linha específica; são apenas um agrupamento, que por vezes vem trabalhar na caridade. Na FGC não se manifestam ciganas. Preocupe-se mais, neste momento, com seu caboclo.

E quanto a seus amigos exus, essas fantásticas entidades, eles vão trabalhar sob as ordens do seu caboclo, pois é desta forma que eles trabalham, de maneira que você não precisa, necessariamente, incorpora-lo. Ele vai trabalhando junto, de qualquer maneira.

É preciso que você identifique também o que poderia estar desequilibrando você. Geralmente é nossa irritação com alguma vicissitude ou aborrecimento. Isso precisa ser combatido, pois não basta trabalhar na caridade para os outros. É preciso trabalhar na caridade também para si mesmo. A melhor maneira de não se irritar é compreendendo que nem tudo pode ser do nosso jeito e não se esquecendo de perdoar sempre.



28.        Sou espírita há muitos anos, mas poucas vezes eu consegui dar passividade às entidades. No entanto, quando vou a algum centro de umbanda, eu sinto tão fortemente o envolvimento das entidades, que chego a "passar mal". Quando vou receber o passe na umbanda, sempre acabo por "receber" entidades ligadas a umbanda com grande facilidade. Aí me dizem que tenho que trabalhar lá.
Aprendi no kardecismo que o médium é médium em qualquer lugar e está apto a "receber" tanto um irmão sofredor como um espírito mais esclarecido. Essa afirmação me criou um conflito: por que então não consigo ter a mesma facilidade nos trabalhos mediúnicos da casa espírita, com a mesma facilidade que tenho no centro de Umbanda?
Será que tenho compromissos espirituais com a Umbanda e não com a Doutrina Espírita? Ou são obsessores que me "pegam"?

Dar passividade no Kardecismo geralmente é mais fácil, ao contrário do que você diz, pelo fato do médium poder se concentrar e, especialmente, fechar os olhos. Por outro lado são poucos os dirigentes espíritas que tem o hábito de "ajudar" o médium a "incorporar", numa mesa de intercâmbio espiritual. Como o treinamento é feito num curso à parte, na hora do trabalho o médium está mais por conta própria, praticamente, e pode se tornar difícil.

Na umbanda existem duas possibilidades. A primeira é que quando você recebe o passe, ou, às vezes, durante o simples atendimento com as entidades manifestadas, as entidades da casa estão trabalhando no sentido de ajudá-lo a incorporar, para mostrar a você, eventualmente, que você tem a mediunidade, e aí fica mais fácil. É como se fosse um aviso.

Quando você passa mal, dentro de um centro de umbanda, não é, necessariamente, por estar cercada de obsessores (pode até acontecer de algum desafeto seu não estar muito satisfeito por você estar lá e em vias de libertar-se dele), mas mais freqüentemente, é a sua mediunidade em desequilíbrio, que capta, desordenadamente, as vibrações do ambiente.

A outra possibilidade é essa que você intuiu mesmo: o médium de umbanda é aquele que tem um carma com a magia. É aquele que já trabalhou com magia no passado e está preparado para esse trabalho no presente. É como se ele chegasse na "sua casa".

Agora, a coisa mais interessante de sua mensagem é a provável distinção que você parece fazer, do tipo: no kardecismo se recebem espíritos esclarecidos e na umbanda se recebem espíritos sofredores, etc. Essa premissa não corresponde absolutamente a verdade.

Em ambos os casos, as duas coisas acontecem. A diferença é que na umbanda, o médium não deve (e não precisa) receber obsessores e sofredores, pois eles são doutrinados na espiritualidade, ao contrário do kardecismo, onde a doutrinação começa na mesa de intercâmbio. Infelizmente algumas casas de umbanda ainda fazem "descargas", usando os médiuns, o que só serve para desequilibra-los, pois isso não é absolutamente necessário.

Os espíritos, bondosamente, se "vestem" para cada trabalho, dependendo da forma que nós, encarnados, estamos preparados para recebe-los. Uma mesma entidade pode se apresentar como Pai João na umbanda e como dr. Fulano de Tal no Kardecismo. Somos nós que fazemos as diferenças. São os nossos preconceitos, que as entidades compreendem e toleram, amorosamente.


A melhor coisa a fazer é seguir o seu coração e ficar na casa onde você se sinta mais à vontade. Pode ter certeza que, com maior ou menor dificuldade, a caridade que você vai fazer será a mesma, desde que realmente use a sua mediunidade de "incorporação". Mesmo porque a mediunidade não desenvolvida costuma trazer problemas físicos para o médium, um dia ou outro.

O importante é você procurar ficar numa casa séria, onde nada se cobre por nenhuma caridade praticada e onde nenhum ritual aconteça que possa causar qualquer tipo de constrangimento.


Sobre pontos riscados e cantados

29.        Como os guias riscam ponto? O que é isso? Podem me mandar o do "meu" caboclo Tupinambá?
Eles geralmente são riscados no chão ou em tábua de madeira, com uma pemba (giz). Tem funções específicas. São como uma ordem dada pela entidade manifestada, dependendo de seu grau hierárquico, e que movimenta toda uma falange de entidades que trabalham sob suas ordens, para um determinado trabalho de auxílio a alguém.

Cada ponto tem sete sinais específicos e serve também para identificar a entidade que está se manifestando, como se fosse uma assinatura, impedindo que um espírito mal intencionado, que não tenha sido, eventualmente, percebido pelos médiuns, engane a todos.

E por ser uma assinatura, não podemos enviar o ponto riscado de "seu" caboclo Tupinambá, pois somente ele próprio pode riscá-lo. Até porque um caboclo que se apresente como Tupinambá na sua casa, pode não ser o mesmo que se apresente em outra casa, pois muitos se apresentam com os mesmos nomes, apesar de terem hierarquias diferentes.

É lógico que se o médium conhece os sinais, poderá auxiliar na identificação e nesse trabalho da entidade.
Falaremos mais sobre esses assuntos em nosso curso on line
.

30.        Gostaria de receber um ponto riscado do Ogum Sete Ondas.
Quem risca os pontos são as entidades manifestadas em cada casa, de acordo com sua hierarquia própria e outros dados (falaremos mais de pontos riscados em nosso curso on-line).

Na FGC essa entidade não se manifesta, de forma que não podemos atender seu pedido (e mesmo que se manifestasse, como existem várias entidades trabalhando com o mesmo nome, não teria valor nenhum para a entidade em especial a qual você se refere, que talvez se manifeste na sua casa espiritual). O médium pode, e deve, estudar o significado dos pontos riscados, mas quem risca é a entidade manifestada.


31.        Podem me informar onde eu consigo pontos cantados. Trabalho num centro de apometria e os pontos estão nos fazendo muita falta.
A melhor forma de saber sobre pontos cantados das diversas linhas é perguntar às próprias entidades manifestadas. Caso isso não seja possível, existem vários sites na Internet que oferecem esse serviço.

Você pode ir no Google, por exemplo, e colocar: umbanda + pontos cantados .


Sobre organização

32.        Sou membro de uma tenda não oficializada e gostaria de saber qual caminho tomar para nos tornarmos uma associação.
A primeira providência é elaborar um estatuto, registrá-lo em cartório, etc. Naturalmente antes disso você e seus companheiros necessitam traçar os objetivos do grupo, suas propostas e direcionamentos, para que o estatuto se enquadre nele. Decidir quem vai fazer o quê e como vai fazer (como presidente, tesoureiro, etc, tipo de associados, isto é, a parte burocrática). Depois, em cima dele,  poderão fazer um regimento interno, com procedimentos e ritualística, etc, isto é, a parte espiritual.

O segundo passo para regularizar seu grupo é obter o alvará na prefeitura, o que geralmente é mais trabalhoso, pois os fiscais irão até o local ver se as instalações são adequadas, etc. Farão exigências que poderão ser cumpridas, mas tudo em relação ao prédio e instalações. Nada a ver com o que vocês vão trabalhar.

Você não necessita se filiar a nenhuma federação umbandista ou coisa parecida para poder legalizar seu grupo.

O terceiro passo, naturalmente, é pedir ajuda aos seus guias e protetores para que abram seus caminhos para que a caridade possa prosseguir.

33.        Gostaria de saber por que é necessário o pagamento de mensalidades às federações?
Não existe nenhuma federação à qual o médium deva se associar necessariamente, pois nenhuma é oficial, e, portanto, trata-se de uma escolha pessoal apenas. Inclusive existem muitos centros, que chamam a si próprios de federação, e são apenas um centro.

Sobre linhas, falanges e agrupamentos

34.        Tenho muitas dúvidas sobre o povo cigano. Tenho muita mediunidade e estou começando a trabalhar com um cigano, mas não sei muito sobre este povo! Eu gostaria de receber todas as informações sobre eles. Seus nomes, seus rituais, etc.
Aqui na FGC não se manifestam entidades do povo cigano, de forma que não podemos lhe passar informações sobre ele. Na síntese original do movimento de Umbanda, apenas existiam três tipos de manifestações na forma: caboclos, pretos velhos e crianças, representando a simplicidade, a humildade e a pureza.

Em sua maioria são entidades que se apresentam com o corpo de ilusão relacionado àquela representação (não sendo na realidade crianças ou pretos velhos, por exemplo. Falaremos disso em nossos cursos on-line).

Outros agrupamentos, sim, porque não são linhas, e sim agrupamentos, como ciganos, baianos ou marinheiros, por exemplo, são entidades que se manifestam em algumas casas, de acordo com a permissão das entidades chefes, para ajudarem da forma que for possível e fazer caridade. Eles não possuem rituais específicos, e seus  nomes não pertencem a nenhuma ordem estabelecida, pois não entram na hierarquias das manifestações na forma, como caboclos ou pretos velhos, por exemplo.

São entidades que se apresentam, geralmente, com as características originais de suas últimas encarnações.

Com certeza você também deve ter um protetor ou guia que vá se apresentar como caboclo ou preto velho no momento apropriado.

35.        Quais são as entidades que trabalham na linha do oriente e qual o seu trabalho? Como são seus rituais?
O que podemos lhe dizer, a princípio, é que o chamado Povo do Oriente (como o próprio nome diz são orientais - na FGC trabalha uma falange originária da Arábia Feliz) não é uma linha por si só; é um agrupamento enfeixado na linha de Oxalá e trabalha, preferencialmente, com cura.

Não existe nenhum culto diferenciado dentro do movimento da Umbanda para o Povo do Oriente, da mesma forma que outras linhas ou agrupamentos. Todas as entidades manifestadas se adaptam, humildemente, à forma de trabalhar de cada casa, dependendo do grau de entendimento da mesma e de seu ritual em particular. É a caridade acima de tudo, especialmente o respeito das diferenças.

Na FGC se manifestam, particularmente, na apometria e, especialmente, no trabalho da dialimetria (que em palavras simples é a "reconstrução" das células lesadas do duplo etérico). Falaremos sobre isso no curso on line.


36.        A Umbanda sempre mexeu muito comigo e, ultimamente, depois que estou em desenvolvimento mediúnico no espiritismo, tenho sentido a presença de  muitas entidades, ditas de Umbanda, ao meu lado. Às vezes sinto muitos conflitos. Já me deram como filha de Ogum com Iansã e como filha de Iansã com Xangô. Recentemente procurei uma casa de Umbanda e através do jogo de búzios fui  informada que a 1ªvibração que me rege é Iansã; a 2a. vibração é Oxossi; a 3a. vibração é Oxum; a 4a. vibração é Xangô e a partir da 5ª vibração só da almas. Nasci em 04 de abril. Seria possível obter uma análise de vocês?
Infelizmente frente à forma que a umbanda precisou ser implantada no Brasil pela espiritualidade maior, muitas informações advindas de rituais africanistas se confundiram com a umbanda ancestral, o que resultou determinados cruzamento de informações absolutamente incoerentes como as  que você recebeu.

Em primeiro lugar os médiuns não tem várias vibrações como lhe informaram. Cada pessoa nasce sob a vibração de um único orixá (aquele que predominava no momento do nascimento - veja nas aulas do curso on line). No seu caso é Ogum, cuja contraparte feminina não é Inhasã.

Cada médium tem que fazer determinadas obrigações (para fixar as vibrações de cada orixá) numa determinada ordem e isso nada tem a ver com "jogos" de qualquer tipo. É um levantamento bastante rigoroso feito com o auxílio de um astroscópio e do calendário egípcio.

Mas não se preocupe, porque não há necessidade desse tipo de informação no momento, pois ela só é passada para médiuns umbandistas em desenvolvimento e com algum conhecimento específico (falaremos de todos esse assuntos no curso para dirigentes, em detalhes - ensinaremos como fazer esses cálculos).

Também não existem vibrações chamadas de almas. Existem alguns agrupamentos chamados de Linhas das Almas (mesmo não sendo linhas de verdade)e que não estão diretamente relacionadas às obrigações dos orixás (pois são apenas um agrupamento de entidades que trabalham na caridade em determinadas linhas, como Pretos Velhos e Xango).

Não são orixás, são entidades e não se faz obrigações para entidades. Na verdade o assunto é complexo e iremos apresentá-lo gradativamente, no momento adequado.


Sobre diferenças com outras religiões

37.        Gostaria de saber algumas diferenças entre Umbanda, Candomblé e Espiritismo?
Basicamente na Umbanda manifestam-se entidades naturais e eventualmente algumas artificiais (no auxílio eventual aos Agentes Mágicos). A Umbanda é um culto milenar cujas origens se perdem nos templos inicáticos da Atlântida (ver texto sobre isso no curso on line do site). Umbanda significa "a lei divina".

No candomblé apenas existe a manifestação de entidades artificiais. O candomblé é um culto de origem africanista, trazido ao Brasil pelos escravos há alguns séculos atrás.

No espiritismo manifestam-se entidades naturais, a princípio. Teve suas origens no século XIX, na França, com o pedagogo Allan Kardec (nome usado por Leon H. Denizard), que escreveu as obras da codificação espírita. Essas entidades, geralmente, não dão consultas públicas.

Muito se poderia falar sobre o assunto e poderemos dar continuidade dependendo do interesse. O que importa saber é que em todo tipo de culto espiritualista, a caridade deve ser a tônica principal.

38.        Qual a diferença entre os espíritos que se apresentam no Kardecismo e na da Umbanda? Os da Umbanda são inferiores ou são iguais?
As entidades se apresentam manifestadas em cada casa espiritual na forma que a mesma permite. São comuns os casos de caboclos manifestados habitualmente na Umbanda se apresentarem como doutores nas mesas kardecistas, pois esta é a forma na qual seriam aceitos em determinadas casas e vice versa.

O que se sabe é que as entidades se apresentam, aqui ou ali, em corpos de ilusão adequados a cada momento e a cada lugar (falaremos disso no curso on line). Portanto, o que difere no tipo de entidade manifestada não é o kardecismo ou a Umbanda e sim o nível vibratório no qual a casa espiritual se situa, suas intenções e o nível de desenvolvimento espiritual e moral de seus médiuns.

Não existem divisões religiosas na espiritualidade. Elas acontecem nas atuações das mesmas no plano humano, porque nós ainda as temos.


39.        Qual a diferença entre umbanda e kimbanda?
Umbanda é a luz divina e portanto trata-se de um movimento onde se trabalha por amor e em função dele, unicamente por caridade, visando o bem estar dos homens, dentro do merecimento de cada um. Na umbanda, portanto, só se faz o bem.

A kimbanda trabalha também com magia negra e não é possível uma casa trabalhar na caridade com as duas coisas, como se afirma em alguns lugares. Entenda-se por magia negra, em palavras simples, todo e qualquer trabalho que interfira no carma das pessoas. Segundo Roger Feraudy todo o movimento provocado pela vontade do pensamento produz energia, que pode ser positiva ou negativa: magia branca ou magia negra.

A umbanda, inclusive, combate a magia negra, até mesmo nos trabalhos de apometria, onde magos negros podem ser aprisionados, desparamentados e ter suas bases destruídas.



Sobre entidades que vieram trabalhar na Umbanda

40.        Gostaria de saber alguma informação à respeito dos espíritos encantados.
Os encantados foram entidades que se manifestaram originalmente na antiga Atlântida (veja a primeira aula do curso on-line), quando surgiu a primeira síntese de Umbanda (as manifestações na forma: os puros, os simples e humildes).

São entidades que nunca tiveram reencarnações terrestres. Junto a eles, naquela época, também se manifestaram entidades chamadas de os nyrmanacayas (espíritos que já completaram suas reencarnações terrestres).

Muitos destes últimos se apresentam hoje na linha de Yori,  popularmente conhecida como "crianças" - na verdade são crianças apenas no sentido dos renascidos para a vida espiritual e não são crianças de fato. Também se manifestam na linha de Oxalá.


Sobre centros de Umbanda

41.        Solicito informação de local onde possa freqüentar que siga a mesma orientação de vocês. Desejo me aprofundar nos ensinamentos da Aumpram
Não conhecemos ninguém na sua cidade que trabalhe nesta orientação, muito embora quase todas as casas de Umbanda prestem a mesma caridade. A Umbanda feita com amor é uma só.

Para aprofundar seus conhecimentos sugerimos que leia os livros recomendados e acompanhe o curso on-line.

Pode também nos mandar suas dúvidas. Sugerimos também, caso queira se tornar umbandista e ainda não seja, que procure um centro de Umbanda, onde, minimamente, os médiuns  não cobrem pela caridade prestada, não bebam, e só trabalhem para o bem dos consulentes, nunca por interesses escusos (deles próprios ou dos consulentes).


Sobre a FGC

42.        A Umbanda praticada pela FGC é Umbanda branca ou também é de trabalhos de "esquerda"?
Acreditamos que a Umbanda não tenha divisões desse tipo. Todas as casas devem estar voltadas para a caridade pura e desinteressada, porque somente assim o amor fraterno vai predominar, não havendo espaço para nenhuma atividade que seja feita em prejuízo de quem quer que seja.

O que existe são Umbandas com rituais  populares e outras, como a nossa, que faz também o desenvolvimento esotérico de seus médiuns, conforme está no texto sobre a Aumpram, que está no site.

Tudo que fuja disso não é Umbanda! Umbanda é luz e não trevas. Umbanda é a luz divina!



Sobre apometria


43.        No Centro que freqüento estamos com um grupo de estudos no trabalho de apometria há mais de um ano, mas ainda temos muitas dúvidas. De uns tempos para cá temos ouvido falar muito de Spin. Temos lido muito, mas ainda não conseguimos entender como funciona e como aplicar essa técnica. Já conseguimos compreender que é uma técnica muito importante (e perigosa se não soubermos usá-la). Como sentimos que em breve teremos que coloca-la em pratica, solicito informações.
Em palavras simples, o mais possível, sabe-se que Spin em inglês significa "giro" (o movimento do rotação do elétron em torno de seu próprio eixo, gerando um campo magnético).

O núcleo do átomo, por sua vez,  também gira em volta de seu próprio eixo, como se fosse um Sol.  Os elétrons então, girando em torno desse núcleo girante (como se fosse a Terra girando em volta de seu próprio eixo e também girando em torno do Sol), criam outro campo magnético. Isto é o Spin, e são representados por vetores perpendiculares á órbita do elétron.  Na apometria se trabalha com a Inversão do Spin.

Na medida que se sabe que matéria atua sobre matéria, e matéria nada maisé que energia condensada, a mente, através da vontade impulsionada, a modula.

Por vontade do dirigente, potencializado pelos médiuns e modulado pelos mentores espirituais, o pensamento irradiado se transforma em energia magnética  não modulada (invertendo o Spin, pois interferiu no angulo dovetor do Spin, desequilibrando-o) que em contado com um mago negro, por exemplo, vibrando normalmente de forma modulada, o faz perder energia e conseqüentemente sua força de obsessão. Interferem também na coesão molecular das estruturas, destruindo bases espirituais, laboratórios, etc.

Realmente, para se trabalhar com spin (como de resto com qualquer prática espiritual, especialmente apometria) é preciso cuidado e uma equipe muito equilibrada, homogênea e bem desenvolvida mediunicamente e no estudo.

No caso do Spin, muitas vezes quando você promove a inversão do mesmo, aquele  mago negro que irradiava sua energia malévola sobre o atendido, por exemplo, ou aquele mandante que enviava seus prepostos quando objetos magiados ou  plasmados são identificados, etc, pode simplesmente "ser obrigado" a  incorporar no médium, que se não estiver bem preparado, assim como toda a  equipe, pode sofrer com suas energias, além de dar "trabalho" para ser  retirado num trabalho de apometria (especialmente se não tiver no trabalho,  naquele momento, entidades trabalhadoras manifestadas, como geralmente  acontece na umbanda).

Pois quando se necessita usar a inversão do spin sobre uma entidade trevosa desse tipo, não é de se esperar que se possa doutriná-la. Ela terá que ser retirada para um hospital ou prisão ou outro local adequado da espiritualidade, para tratamento ou recolhimento. Muitas vezes ela tem que ser desparamentada e daí para frente.


No livro Apometria Hoje (ver na livraria on line a sinopse) relatamos um  caso onde se fez necessário a inversão do spin sobre um mago negro numa  sessão de apometria na FGC. No curso on line, no momento apropriado colocaremos desenhos para explicar melhor o assunto, mas frente à sua aridez, estamos à disposição para continuar a conversar sobre ele. Por favor fiquem à vontade para dar continuidade aos questionamentos.


44.        Gostaria de saber se é possível um atendimento apométrico para uma pessoa, à distância, e o que é preciso para tal. Sou espírita e no meu estado, que eu saiba não há casas apométricas.
Para qualquer atendimento a distancia, são necessários pelo menos três requisitos:

1. o consulente a ser tratado precisa saber que vai receber o auxílio e concordar com ele. Se ele não estiver receptivo, não conseguirá receber nenhuma caridade.

2. é preciso que alguém que conheça o atendido esteja presente para servir de "ponte" para que o tratamento se faça. Impossível de outra maneira.

3. quem encaminha para a apometria na FGC são as entidades manifestadas na casa, o que significa que somente elas poderiam indicar tal tratamento. Portanto, na FGC ninguém é encaminhado para a apometria, sem antes passar por tratamentos durante os trabalhos de caridade de caboclos ou pretos velhos. Isto quer dizer que tal encaminhamento só é realizado, caso o atendido nos trabalhos anteriores não esteja se beneficiando. É uma espécie de último recurso para aquele que realmente está interessado e cooperando.

No seu estado não conhecemos nenhuma casa de apometria que possamos lhe indicar, particularmente, mas no site www.casadojardim.com.br
você poderá obter todos os endereços das casa de apometria filiadas à SBA (Sociedade Brasileira de ApometriA) no Brasil, num link especial. De qualquer forma talvez você também possa receber ajuda para essa pessoa numa boa casa de umbanda, que geralmente tem recursos extras, que as casas espíritas às vezes não tem, em função de sua estrutura ser diferente.

 
Sobre as nossas dores


45.        Sou viúvo há muitos anos e crio sozinho meus filhos adolescentes. Desde pequeno, sempre tive certeza de que nunca estava sozinho, mesmo brincando. Notei que meu fardo, em relação à  família, é um pouco pesado mas não estou reclamando. Há alguns anos descobri a umbanda e nela me encontrei. Infelizmente recebi, geneticamente, o problema de alcoolismo de minha família, mas não o quero  mais em minha vida, pois sei  que isso atrapalha o desenvolvimento de minha mediunidade. Mas é incontrolável, mais forte que tudo e acabo bebendo nas  horas de folga. Fico arrependido e me achando fraco. Pergunto: isso é apenas uma fraqueza pessoal ou pode haver algum espírito que nestas horas me domina?  O mais interessante é que detesto bares.
Gostaríamos de esclarecer, se o amigo permite, que o alcoolismo não é uma doença hereditária. Acreditar nisso seria completamente contra os preceitos da umbanda, onde estamos submetidos à lei maior de causa e efeito.

Seria como transferir para nossos familiares uma parte da nossa responsabilidade, como as nossas dores. Se por um lado é confortador pensarmos que é genético, por outro nos tira completamente a possibilidade de resolvermos o problema, pois ele nos foi "passado". Isso vira quase uma "maldição" e nosso Pai Maior, em sua justiça suprema, não permitiria esse tipo de coisa.

Carma é aquele de nascimento: o lugar que nascemos, a família, nossa cor, nosso sexo, nossa inteligência, a perda de uma esposa, etc. Problemas de percurso, como alcoolismo, por exemplo, não.

As causas desse tipo de problema, geralmente, são de dois tipos: primeiro devemos verificar que tipo de coisa estamos querendo acalmar ou "esquecer" ou amenizar, nos escondendo atrás de um vicio qualquer (quer dizer, alcoolismo não é o problema, é só uma decorrência - o verdadeiro problema é a dificuldade de nossos espíritos de lutarem contra as frustrações da vida - nos achamos fortes, mas às vezes não o somos suficientemente e aí nosso fardo, mesmo inconscientemente, começa a pesar... e aí, também inconscientemente, procuramos coisas para anestesiar a nossa dor); em segundo lugar não podemos nos esquecer nunca que dentro da lei justa da causa e efeito, não podemos ser ingênuos e achar que nunca fizemos mal a ninguém em outras vidas.

E se fizemos, todos nós, naturalmente, temos que admitir que uma ou outra de nossas vítimas podem não ter nos perdoado e, hoje, querem mais é nos prejudicar, o que é fácil; é só por o dedo na ferida, dando intuições negativas, do tipo  "...mas é incontrolável, mais forte que tudo e acabo bebendo..." Tudo o que fazemos, sentimos ou pensamos, que não é razoável, não é nosso.

Portanto, você precisa fazer uma reforma interior no sentido de se resignar com seu fardo, de verdade, se irritar menos (pois a irritação abre as brechas para os desafetos se aproximarem), mesmo que veladamente, pois a vida nunca é exatamente do jeito que sonhamos e, ao mesmo tempo, precisa de um trabalho de desobsessão, pois, obviamente, existem irmãozinhos menos esclarecidos a atormentar você.

46.        Não consegui me formar nos cursos que tentei e meu casamento não deu certo; no campo profissional não consigo dar certo. Vivo sendo humilhado e meus filhos vivem brigando. Outro filho vive deprimido e não luta o suficiente pela vida. Vivo sozinho e não consigo ninguém. Quero muito continuar estudando para melhorar meu trabalho e minha vida mas não consigo meios. Não agüento mais tantas dificuldades e peço uma orientação sobre o que fazer para resolver isso tudo.

Infelizmente a proposta deste site não é dar orientações de nível pessoal, até porque na FGC somente quem faz isso são as entidades manifestadas na casa. Como encarnados não temos condições de saber do carma das pessoas e por qual razão estaríam passando pelas dificuldades e contratempos que a vida nos apresenta.

Apenas compreendemos que nossas vicissitudes parecem estar na relação direta da necessidade de nossso aprendizado pessoal. Isto é, parece que cada um de nós vem para mais uma vida com um planejamento familiar, intelectual, de saúde, etc, que propicie que  passemos por umas tantas dificuldades para aprender aquelas coisas que fomos deixando ao largo, para trás, no decorrer de vidas anteriores. Nos referimos aos nossos pequenos defeitos; aqueles que certamente todos temos.

Alguns de nós vieram para aprender a ser menos invejosos ou ciumentos, ou mais generosos ou menos rancorosos, ou quem sabe ainda mais tolerantes e pacientes, resignados, etc, etc. O fato é que o Pai Maior vai nos proporcionando sucessivas oportunidades, inclusive colocando pessoas, por vezes, tidas como difíceis na nossa vida, que deveriam despertar nossa compaixão e tolerancia e não nossa irritação, etc. Oportunidades de resgatar os enganos do passado também.

Mas com fé e determinação, com certeza, seremos todos aprovados de ano nesta escola da vida, quando pudermos compreender e transformar nossos problemas em oportunidades de aprendizado.

Temos que ter esperança de que, com certeza, nossos amigos espirituais estão olhando por nós, intuindo e torcendo para que tomemos as decisões certas; intuindo e torcendo para possamos despertar a cada dia alegres, apesar de tudo; apesar da dor passageira, apesar da incompreensão momentanea dos homens e apesar das aparentes injustiças e limitações que a vida parece nos impor.

Alegres porque já compreendemos que tudo aquilo que nos acontece, se acreditamos verdadeiramente em Deus e em seus desígnios, nestes breves momentos que passamos sobre o planeta, certamente o que passamos é o melhor para nós neste momento.




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